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Pacto Brutal

Glória Perez confessa medo e revela estranhas obsessões de Paula Thomaz com Daniella Perez

A série documental está disponível pelo streaming HBO Max

Pacto Brutal: Glória Perez diz o que pensa sobre a ressocialização de presos - imagem: reprodução Instagram @hbomaxbr
Pacto Brutal: Glória Perez diz o que pensa sobre a ressocialização de presos - imagem: reprodução Instagram @hbomaxbr

Publicado em 03/08/2022, às 18h46 Fernanda Viana


O último episódio da série documental sobre a morte de Daniella Perez trouxe Glória Perez para falar se acredita mesmo na reinserção de presos na sociedade e se tais pessoas podem mesmo mudar.

Glóriz diz que é possível, mas que no caso dos assassinos de Daniella, os quais descreve como "psicopatas", não vê mudanças.

"As pessoas perguntam se sou contra a ressocialização de presos. Se eu acredito que as pessoas mudam. Claro que acredito! O primeiro passo para a mudança é o arrependimento. Isso eu já sei. Mas esses dois... Em psicopatas, eu nunca vi. Nos dois assassinos da minha filha, eu nunca vi. Trinta anos se passaram e eles continuam dando sinais de que são exatamente os mesmos", diz Glória.

Após a declaração, prima de Daniella, Barbara Ferrante, fala sobre estranha obsessão de Paula Thomaz, cúmplice de Guilherme de Pádua no crime, com a vítima.

"Ela saiu do presídio e o que ela foi fazer? Foi estudar Direito na mesma faculdade onde a Dani estudou e o irmão dela, Rodrigo, se formou. Depois, ela muda de faculdade e escolhe quem como professor? O promotor (Maurício Assayag) que a condenou. Ela escolheu a dedo", argumenta Bárbara.

Hoje em dia, Paula vive no mesmo bairro que Glória Perez, que diz ser "poupada por Deus" por nunca ter se encontrado com a ex-detenta. Mesmo assim, alega temer por sua vida.

"Eu só queria nunca mais ter que pensar nessas pessoas. Espero que eles deixem porque até agora eles não têm deixado. O que ela (Paula Thomaz) quer? Isso me assusta. Eu não sei. Eu sei do que essa mulher é capaz. Ela matou a minha filha. Quem sabe se o punhal dela não está guardado para mim, não sei", diz a autora.

Guilherme de Pádua e Paula Thomaz foram condenados em 1997 pelo assassinato de Daniella Perez,parceira - colega de trabalho de Pádua na novela "Corpo e Alma". Ambos foram soltos em liberdade condicional em 1999 e seguem suas vidas longe dos holofotes.

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