A profissional trabalhou por 8 anos na TV Globo

Juliane Moreti Publicado em 12/06/2023, às 16h54
A jornalista Iana Coimbra, que atuou por 8 anos como repórter na TV Globo em Minas Gerais, decidiu processar a emissora e expôs todos os motivos.
A profissional alega perseguição, humilhação e discriminação de gênero, ocasiões sofridas durante a sua primeira gravidez.
De acordo com informações do portal Metrópoles, no documento está escrito que Iana tinha sido contratada há 3 semanas e recebeu questionamentos sobre querer seguir carreia na emissora após a notícia da gestação.
''A ciência da gravidez deixou a reclamante extramamente sem chão, pois tinha acabado de ser contratada, bem como teria que expor sua intimidade, se sentindo constrangida de comunicar tal fato a reclamada'', diz o trecho.
Após a descoberta que teria um filho, os colegas de trabalho ''passaram a tratá-la de forma sorrateira, covarde e humilhante pelo simples fato de estar grávida''.
A jornalista, diante dos questionamentos, precisou explicar - momento que também se sentiu constrangida ao expor sua intimidade- que tinha passado por um aborto anteriormente e que também tinha enfrentado câncer.
Além disso, Iana relatou que, ao voltar da licença maternidade, foi colocada para trabalhar de madrugada e, ainda, com diversas funções, mas sem receber o devido salário.
''O esposo comparecia a porte da reclamada para que pudesse amamentar a bebê de madrugada dentro do veículo parado na rua'', alega a defesa da jornalista.
Iana, ainda trabalhando na mesma emissora, descobriu uma segunda gravidez, mas escondeu por muito tempo por medo de passar pelas situações anteriores.
Por sua vez, nessa situação, ela chegou a apresentar na TV Globo mesmo diante de um sangramento durante sua atuação.
Contudo, quando o diretor de jornalismo da emissora soube, disse que os ''planos mudaram a partir de agora'', porque não poderia colocar uma apresentadora grávida na bancada, tornando outro seu rumo.
Ainda conforme o portal, Iana Coimbra deixou a emissora em abril deste ano, que abriu o processo diante das situações que vivenciou no trabalho.

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