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Falsificação

Rua 25 de Março é destaque em relatório dos EUA sobre pirataria global

O documento também menciona tentativas de ações implementadas pelo governo brasileiro

O documento também menciona tentativas de ações implementadas pelo governo brasileiro - Imagem: Reprodução / Paulo Pinto / Agência Brasil
O documento também menciona tentativas de ações implementadas pelo governo brasileiro - Imagem: Reprodução / Paulo Pinto / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 08/01/2025, às 18h09


A Rua 25 de Março, reconhecida como um dos mais relevantes centros de comércio popular em São Paulo, foi mencionada em um recente relatório elaborado pelo USTR (Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos). O documento, divulgado nesta quarta-feira (8), classifica a área entre os principais locais do mundo associados à piratariae à comercialização de produtos falsificados.

O estudo do USTR lista 38 websites e 33 mercados físicos ao redor do globo que estariam envolvidos na facilitação ou promoção da falsificação de marcas registradas e na pirataria de direitos autorais. A China continua sendo identificada como a maior fonte global de produtos falsificados.

O intuito do relatório é incitar ações por parte do setor privado e incentivar governos a implementarem medidas que visem mitigar os efeitos da pirataria e da falsificação, atividades que geram prejuízos bilionários anualmente. Um destaque especial é dado ao papel de farmácias online ilegais e à fabricação de medicamentos falsificados.

No segmento dedicado à Rua 25 de Março, o documento menciona não apenas a própria rua, mas também as áreas adjacentes do Centro Histórico, assim como os bairros Santa Ifigênia e Brás. Estabelecimentos como o Shopping 25 de Março, Galeria Page Centro, Galeria Santa Ifigênia, Shopping Tupan, Shopping Korai, Feira da Madrugada e Nova Feira da Madrugada são citados como pontos notórios para a venda de produtos ilegais.

"Os mercados da Rua 25 de Março permanecem amplamente reconhecidos por comercializarem produtos falsificados e pirateados, além de abrigarem depósitos para esses itens", afirma um trecho do relatório.

Conforme o USTR, as marcas legítimas enxergam essa área como um dos maiores centros atacadistas e varejistas de produtos falsificados no Brasil e na América Latina, contabilizando mais de mil lojas que oferecem uma variedade imensa de produtos ilegais. Entre eles estão eletrônicos, vestuário, calçados, óculos, perfumes, acessórios de moda, itens de luxo, brinquedos e consoles com cópias pré-carregadas de videogames.

Adicionalmente, as empresas detentoras dos direitos autorais relatam que os mercados da Rua 25 de Março também atuam na distribuição desses produtos ilegais para outras regiões do Brasil.

Embora existam esforços constantes de fiscalização na área, o relatório indica que os envolvidos no comércio ilegal continuam suas atividades sem grandes interrupções. Por outro lado, ele menciona algumas ações implementadas pelo governo brasileiro. Uma delas foi uma operação antipirataria realizada em setembro que teve foco em sites e aplicativos de streaming musical, resultando na prisão de diversos suspeitos.


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