Operação será liderada por Cristina Junqueira e deve começar até 2027

Redação Publicado em 30/01/2026, às 16h23
O Nubank recebeu aprovação condicional das autoridades regulatórias dos Estados Unidos para estabelecer um banco nacional no país, dando um passo decisivo em sua estratégia de expansão internacional. A expectativa da companhia é iniciar a operação em até 18 meses, após cumprir as exigências regulatórias previstas para a fase de implantação.
O sinal verde veio do Escritório do Controlador da Moeda dos Estados Unidos, órgão responsável por supervisionar instituições financeiras federais. Com a autorização, o Nubank poderá atuar sob uma estrutura regulatória nacional, o que permite a oferta de produtos como contas de depósito, cartões de crédito, empréstimos e serviços de custódia de ativos digitais.
A nova operação será conduzida por Cristina Junqueira, cofundadora da fintech, que passou a residir em Miami para liderar o projeto. O banco nos Estados Unidos funcionará como uma subsidiária integral da Nu Holdings, holding que controla o grupo.
Segundo a empresa, o plano agora é concluir a capitalização da instituição em até 12 meses e, na sequência, iniciar as atividades formais no mercado americano, com previsão de abertura até julho de 2027. O pedido de licença foi protocolado em setembro de 2025 e recebeu resposta em cerca de quatro meses, prazo considerado rápido para esse tipo de processo.
Para a liderança do Nubank, a autorização representa mais do que uma ampliação geográfica. A empresa vê a entrada nos Estados Unidos como um teste em escala global do modelo digital que consolidou sua presença na América Latina. Hoje, o Nubank soma cerca de 127 milhões de clientes, sendo a maior parte concentrada no Brasil, onde iniciou suas operações em 2013. O grupo também atua no México e na Colômbia.
A governança da operação americana contará com nomes de peso do mercado financeiro. O ex-presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, assumirá a presidência do conselho de administração do Nubank nos Estados Unidos. Ele já integra o conselho da companhia no Brasil desde 2025.
O colegiado também terá a participação de executivos com passagem por grandes instituições globais, reforçando a estratégia do Nubank de combinar sua cultura digital com experiência regulatória e de mercado no sistema financeiro americano.
Com a aprovação, o Nubank avança para disputar espaço em um dos ambientes mais competitivos do setor bancário mundial, apostando em tecnologia, experiência do usuário e estrutura enxuta para conquistar clientes além do público latino e expatriado.
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