Com novas regras, Pix terá mais controle sobre transações arriscadas

Sabrina Oliveira Publicado em 15/10/2024, às 08h39
A partir do dia 1º de novembro, o Pix passará por mudanças significativas que visam reforçar a segurança e reduzir a incidência de fraudes e golpes. As novas medidas, anunciadas pelo Banco Central, incluirão limites para transações realizadas em dispositivos não cadastrados e a implementação de processos mais rigorosos para o gerenciamento das chaves Pix.
Um dos principais pontos da mudança é a limitação de R$ 200 por transação para dispositivos que não tenham sido previamente registrados pelo usuário. Em casos de transferência diária, o valor máximo permitido será de R$ 1.000. Essas restrições foram criadas para dificultar golpes que envolvem o uso indevido de contas bancárias, especialmente após roubos ou por meio de técnicas de engenharia social.
Segundo o Banco Central, a exigência de cadastro valerá para dispositivos que nunca foram utilizados anteriormente para efetuar transferências via Pix pelo cliente. A medida busca dificultar que fraudadores usem credenciais roubadas, como login e senha, em dispositivos desconhecidos.
Além dos limites de transação, as instituições financeiras serão obrigadas a adotar sistemas mais avançados de gerenciamento de riscos. As plataformas precisarão identificar e bloquear transações consideradas atípicas ou incompatíveis com o perfil habitual de movimentação do cliente.
Também será exigido que os bancos realizem uma verificação semestral em suas bases de dados, identificando se há registros de fraude envolvendo as contas dos usuários. Em casos suspeitos, o banco poderá aplicar bloqueios cautelares nas transferências, garantindo uma análise mais detalhada da operação antes da liberação dos recursos.
Outro ponto importante das novas regras é a obrigação das instituições financeiras de melhorar o processo de gerenciamento das chaves Pix. A partir de novembro, os bancos deverão oferecer canais simplificados para o registro, alteração e portabilidade das chaves, além de permitir a reivindicação de posse em casos de conflito.
Além disso, será necessário ampliar o acesso dos clientes a informações sobre as medidas de segurança disponíveis. As instituições deverão fornecer orientações claras sobre como evitar fraudes e manter seus dados protegidos, tanto por meio de canais digitais quanto físicos.
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