Haddad expressa confiança no processo investigativo e na atuação do Banco Central após a detenção de Vorcaro

Gabriela Thier Publicado em 18/11/2025, às 14h52
Nesta terça-feira (18), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou a gravidade das investigações que resultaram na prisão de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Haddad enfatizou que a solidez das evidências foi crucial para levar à detenção do empresário.
Em uma coletiva de imprensa, o ministro optou por não se aprofundar nos detalhes da operação conduzida pela Polícia Federal (PF). No entanto, ele reiterou que a pasta está preparada para oferecer suporte ao Banco Central (BC), que assumirá a responsabilidade pelos desdobramentos relacionados ao caso.
"O Banco Central atua como regulador do sistema financeiro. Tenho plena confiança de que, para que se chegasse a essa decisão, o processo investigativo é robusto", afirmou Haddad ao chegar ao Ministério da Fazenda na manhã do mesmo dia.
Vorcaro foi detido no Aeroporto de Guarulhos enquanto tentava deixar o país, como parte da Operação Compliance Zero, iniciada hoje. Esta operação visa coibir a emissão de títulos de crédito fraudulentos por instituições que operam dentro do Sistema Financeiro Nacional.
Além disso, o BC anunciou a liquidação extrajudicial da Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Imobiliários, e decretou a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores da instituição.
Haddad declarou: "O Banco Central fornecerá informações conforme o andamento do processo de liquidação. O papel da Fazenda é oferecer suporte para as consequências decorrentes dessa ação; estamos prontos para colaborar caso necessário."
A liquidação da Master Corretora pode resultar na ativação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para reembolsar os investidores afetados. O FGC, entidade privada administrada por bancos associados e regulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), assegura os saldos em conta e investimentos de até R$250 mil por instituição financeira, com um teto global de R$1 milhão em um período de quatro anos. Esse fundo oferece proteção aos investidores em casos de falência ou liquidação das instituições financeiras.
No último mês de agosto, o CMN implementou novas diretrizes para fortalecer as exigências sobre as instituições financeiras para sua adesão ao fundo. Essas regras entrarão em vigor em 1º de junho de 2026 e foram estabelecidas após o início das investigações contra o Banco Master pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, coincidentemente durante as tratativas para a aquisição do banco pelo Banco de Brasília (BRB), vinculado ao governo local.
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