Fazenda ainda analisa pedidos de autorização de funcionamento de bets

Gabriela Thier Publicado em 19/11/2024, às 19h13
O Ministério do Esporte revelou a existência de uma rede composta por 53 contas e 25 canais na plataforma YouTube, que promovem apostas esportivas online prometendo lucros fáceis e rápidos, sem informar os riscos associados. Diante disso, a pasta encaminhou um pedido ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para que intensifique as investigações. Caso necessário, sugere-se a intervenção da Polícia Federal devido ao impacto negativo que essas práticas têm sobre a economia popular.
Essa investigação foi liderada pela recém-estabelecida Secretaria Nacional de Apostas Esportivas e Desenvolvimento Econômico do Esporte. O levantamento indica ainda a possível presença de um mercado paralelo envolvendo influenciadores digitais, anunciantes e desenvolvedores, que se beneficiam financeiramente desse esquema.
As apurações apontaram que os sites promovidos por essas contas captam recursos dos apostadores sem efetuar o pagamento dos prêmios prometidos, desativando as plataformas posteriormente e desaparecendo com o dinheiro investido pelos usuários.
Conforme comunicado do ministério, os vídeos veiculados no YouTube atraem uma audiência superior a 100 mil espectadores por transmissão. "Os influenciadores digitais têm um papel crucial nesse processo, conferindo uma aparência de legitimidade ao esquema de apostas", afirma o documento oficial.
Paralelamente, o Ministério da Fazenda está em vias de concluir até o final deste ano a análise dos primeiros pedidos de autorização de empresas interessadas em operar dentro das normas regulatórias para apostas esportivas e jogos online. As entidades aprovadas deverão desembolsar R$30 milhões à União para poderem operar legalmente a partir de 1º de janeiro de 2025, data prevista para o início do mercado regulado de apostas no Brasil.
Até o momento, conforme informações da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, cerca de 100 empresas estão qualificadas para atuar no país até dezembro deste ano. Além disso, listas estaduais apontam que 26 empresas receberam autorização para operar regionalmente, tendo se adequado às legislações vigentes.
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