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PIB

Projeção do PIB para 2024 sobe para 3,3% segundo Ministério da Fazenda

Essas revisões consideraram o aumento nos preços das proteínas animais e no dólar

Essas revisões consideraram o aumento nos preços das proteínas animais e no dólar - Imagem: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil
Essas revisões consideraram o aumento nos preços das proteínas animais e no dólar - Imagem: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 18/11/2024, às 17h22


O Ministério da Fazenda revisou para cima suas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2024, elevando a estimativa de 3,2% para 3,3%, refletindo um desempenho econômico robusto no terceiro trimestre deste ano. Paralelamente, as previsões para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foram ajustadas de 4,25% para 4,40%. Este aumento nas expectativas do PIB contrasta com a estimativa inicial mais modesta de 2,2%.

No setor agropecuário, a previsão foi ligeiramente melhorada, passando de uma contração de 1,9% para 1,7%. Já o setor de serviços continua a apresentar perspectivas favoráveis, com um crescimento projetado de 3,4%. Para o ano de 2025, as projeções de crescimento do PIB permanecem estáveis em 2,5%, enquanto a inflação deve se aproximar do teto da meta estabelecida pelo Banco Central, subindo de uma previsão anterior de 3,40% para 3,60%.

Essas revisões consideram fatores como o aumento nos preços das proteínas animais e a apreciação do dólar. Tais variáveis macroeconômicas são fundamentais na formulação das estimativas orçamentárias do governo, influenciando tanto a arrecadação fiscal quanto os gastos sociais. Um PIB em crescimento tende a aumentar as receitas tributárias, mas também eleva as despesas públicas, especialmente em relação ao salário mínimo, que pode sofrer um reajuste real de 3,3% acima da inflação em 2026.

Com vistas a conter as despesas públicas, a equipe econômica do governo está desenvolvendo um plano estratégico que visa alinhar o reajuste do salário mínimo ao crescimento fiscal projetado. Essa iniciativa tem o potencial de gerar uma economia significativa aos cofres públicos, estimada em R$11 bilhões até o ano de 2026.


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