Medida prevê subsídio de R$ 1,20 por litro até maio para conter impacto da alta do petróleo

Erika Osti Publicado em 25/03/2026, às 14h11
O governo federal apresentou uma nova proposta para conter a alta do diesel no país, ao sugerir a criação de uma subvenção de R$ 1,20 por litro para importadores do combustível, com custo dividido entre União e estados. A medida, anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem caráter emergencial e deve vigorar até o fim de maio, com impacto fiscal estimado em R$ 3 bilhões no período. A iniciativa surge após resistência dos governadores em zerar o ICMS sobre a importação do diesel e busca garantir abastecimento e reduzir a pressão sobre os preços nas bombas.
Pelo modelo em discussão, metade do valor da subvenção será bancada pelo governo federal e a outra metade pelos estados, o equivalente a R$ 0,60 por litro para cada ente. Diferentemente da proposta anterior, a nova alternativa dispensa a necessidade de renúncia direta do ICMS, o que enfrentava oposição de parte dos governadores.
Segundo Durigan, a estratégia permite uma resposta mais rápida aos efeitos da alta do petróleo no mercado internacional, influenciada pelas tensões no Oriente Médio. O governo avalia que a volatilidade externa tem elevado os custos de importação e pode comprometer o abastecimento interno, já que importadores vinham reduzindo compras diante do cenário de incerteza.
A proposta será discutida com os estados em reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária marcada para sexta-feira (27). A expectativa da equipe econômica é obter uma resposta conjunta para viabilizar a medida ainda neste mês.
O novo subsídio se soma a ações já anunciadas pelo governo. Entre elas está a isenção de PIS/Cofins sobre o diesel e uma subvenção adicional de R$ 0,32 por litro destinada a produtores e importadores, com a exigência de repasse ao preço final ao consumidor.
De acordo com o Ministério da Fazenda, a combinação de medidas busca reduzir o impacto da alta internacional do petróleo sem comprometer integralmente a arrecadação dos estados. A equipe econômica também avalia outras alternativas, como eventual redução de tributos sobre o biodiesel, a depender da evolução do cenário externo.
A mudança de estratégia reflete a tentativa do governo de construir uma solução negociada com os estados, diante da dificuldade de avançar com a proposta inicial de zerar o ICMS. A aposta agora é que a divisão do custo torne o plano mais viável politicamente e acelere seus efeitos sobre os preços.
Leia também

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Caso Palmeiras: Laudo do IML não aponta lesões corporais, mas Polícia Civil mantém investigação de suposto abuso infantil

Silvia Abravanel anuncia pré-candidatura e disputa vaga na Câmara pelo PSD

Incêndio destrói galpão de distribuidora de autopeças na Lapa, em São Paulo

Negociações climáticas em Bonn encerram etapa sem texto final aprovado

Gilmar critica atuação de Mendonça em tratativas de delação de Vorcaro e vê semelhanças com a Lava Jato

Influenciador relata ter sido retirado de campanhas publicitárias por causa da deficiência: “Disseram que eu causaria constrangimento”

Anvisa aprova primeiro remédio não hormonal contra ondas de calor da menopausa

Polícia estoura canil clandestino na Zona Leste de SP e resgata mais de cem felinos de raça