A pesquisa revela que o número de chaves Pix ativas ultrapassa 800 milhões

Gabriela Thier Publicado em 31/05/2025, às 11h03
Uma pesquisa realizada pela Koin em colaboração com o Datafolha destaca a ascensão do Pix como o principal meio de pagamento digital no Brasil, além de sua crescente influência no acesso ao crédito. O estudo enfatiza o aumento da modalidade Pix Parcelado, que se apresenta como uma alternativa viável ao cartão de crédito, e revela o interesse de países da América Latina, como Argentina, Colômbia e México, em adotar o modelo brasileiro.
Os dados coletados mostram um crescimento significativo nas transações via Pix, que passaram de R$ 1,7 trilhão para R$ 2,4 trilhões em um único ano. Além disso, o número de chaves ativas já ultrapassa a marca de 800 milhões. No setor de comércio eletrônico, as transferências instantâneas realizadas por meio do sistema representam 30% do total de transações.
A modalidade de parcelamento por meio do Pix permite que os consumidores realizem compras sem a necessidade de um cartão de crédito. Apesar de apenas 33% dos varejistas estarem cientes dessa solução, um expressivo 72% demonstraram interesse em implementá-la, especialmente para atender aqueles consumidores que não têm acesso ao crédito convencional. Entre as vantagens apontadas na pesquisa estão a redução do risco de inadimplência para os comerciantes e a maior flexibilidade para os compradores.
O estudo ainda classifica o Pix Parcelado como uma versão nacional do modelo conhecido como "compre agora, pague depois" (Buy Now, Pay Later), adaptado às características locais. A Koin, responsável por essa solução inovadora, está em processo de negociação com fintechs e plataformas de e-commerce na América Latina visando a expansão internacional.
Além disso, a pesquisa revela que a prática do parcelamento é amplamente comum entre os brasileiros: 80% dos consumidores utilizam essa forma de pagamento. O Pix Parcelado se mostra uma alternativa significativa para os 53% da população que não possui cartão de crédito ou enfrentam limites reduzidos, sendo particularmente relevante nos setores de moda, turismo, beleza e cuidados com animais de estimação.
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