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Compras de Natal

Consumidores enfrentam dilema para economizar no Natal, aponta pesquisa

Segundo o Instituto Locomotiva, fatores como a inflação e os juros altos estão influenciando as decisões de compra em relação ao ano passado

Decoração natalina - Imagem: Reprodução / Freepik
Decoração natalina - Imagem: Reprodução / Freepik

William Oliveira Publicado em 13/12/2024, às 12h24


Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva revela que 48% dos brasileiros planejam gastar mais neste Natal em comparação com o ano passado. O percentual sobe para 55% entre as classes A e B, enquanto nas classes D e E, esse número diminui para 36%.

Outros 28% dos entrevistados pretendem manter os gastos, e 24% têm a intenção de reduzir as despesas nesta época do ano. O item mais procurado nas compras de Natal são roupas, com 80% dos brasileiros planejando adquiri-las para si ou como presentes. Em seguida, aparecem alimentos e bebidas, com 79%. A terceira posição no ranking varia conforme o gênero: homens preferem calçados, enquanto as mulheres optam por cosméticos.

Principais categorias de presentes desejados pelos brasileiros:

  • 80% – roupas
  • 79% – alimentos e bebidas
  • 75% – calçados
  • 70% – cosméticos
  • 56% – artigos para casa e decoração
  • 55% – artigos esportivos
  • 54% – eletrônicos
  • 52% – artigos infantis
  • 45% – livros e papelaria
  • 44% – jogos
  • 43% – eletrodomésticos
  • 40% – móveis
  • 39% – turismo e viagem
  • 36% – ferramentas

De acordo com o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, este Natal será marcado por uma dualidade entre o desejo de celebrar e presentear e a necessidade de controlar os gastos. Ele destaca que, após o aumento do consumo durante a Black Friday, a maioria dos brasileiros ainda pretende comprar presentes, com quase metade deles planejando gastar mais do que no Natal anterior.

A pesquisa também indica que 77% dos consumidores irão realizar compras tanto em lojas físicas quanto online. Contudo, fatores como a inflação e os juros elevados estão impactando as escolhas de compra. Meirelles ressalta que, embora roupas, alimentos e bebidas liderem as preferências, o comércio eletrônico surge como uma alternativa para comparar preços. O desafio para os lojistas será oferecer produtos e serviços que atendam às necessidades de consumidores que estão incertos sobre a viabilidade de gastar.


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