Investimento inclui digitalização de operações, uso de internet das coisas e 49 projetos de inovação em unidades espalhadas por diferentes estados.

Ana Beatriz Publicado em 20/04/2026, às 12h27
O BNDES aprovou um financiamento de R$ 411,4 milhões para a Suzano, visando modernizar fábricas e impulsionar projetos de pesquisa e inovação, o que fortalece a indústria nacional e a posição da empresa no mercado global de celulose.
Desse total, R$ 280 milhões serão usados na aquisição de tecnologias de internet das coisas (IoT) e automação, enquanto R$ 131,4 milhões serão destinados a 49 projetos de P&D em áreas como genética, manejo florestal e produção de papel.
Os recursos, parte do programa BNDES Mais Inovação, visam aumentar a produtividade e competitividade da Suzano, com a execução dos projetos ocorrendo em várias regiões do Brasil e parcerias com instituições de pesquisa reconhecidas.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 411,4 milhões para a Suzano, com foco na modernização de fábricas e no avanço de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em diversas regiões do país. A operação reforça a estratégia de fortalecimento da indústria nacional e amplia a capacidade tecnológica de um dos principais players globais do setor de celulose.
Do total liberado, R$ 280 milhões serão destinados à aquisição de máquinas e equipamentos com tecnologias de internet das coisas (IoT), além da implementação de sistemas de controle e monitoramento remoto das operações industriais. A iniciativa busca aumentar a eficiência operacional, reduzir custos e elevar o nível de automação das unidades produtivas.
Outros R$ 131,4 milhões serão aplicados diretamente em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D), voltados à inovação tecnológica em processos industriais e florestais. Ao todo, o plano contempla 49 iniciativas, distribuídas entre áreas estratégicas da companhia: 11 projetos de genética e melhoramento, 12 de manejo florestal, 13 voltados à produção de papel, bens de consumo e fluff, seis de celulose, dois de gestão da inovação e cinco projetos transversais.
Os recursos fazem parte do programa BNDES Mais Inovação, com custo financeiro baseado na Taxa Referencial (TR), e estão alinhados à política industrial do governo federal, que prioriza aumento de produtividade, sustentabilidade e competitividade no setor produtivo.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o apoio à Suzano integra a estratégia da Nova Indústria Brasil, que busca reposicionar o país no cenário global. “Os projetos apoiados buscam elevar a produtividade, a sustentabilidade e a competitividade da empresa, em um setor de grande potencial exportador”, afirmou.
Já o vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Suzano, Marcos Assumpção, destacou o impacto direto na eficiência e no posicionamento global da companhia. “Esses investimentos ampliam nossa competitividade, especialmente nas operações florestais, permitindo que a empresa se mantenha entre as de menor custo de produção de celulose no mundo”, declarou.
A execução dos projetos ocorrerá em unidades distribuídas por diferentes estados brasileiros, incluindo cidades estratégicas como Mogi das Cruzes, Suzano, Jacareí, Limeira e Itapetininga, em São Paulo, além de operações na Bahia, Espírito Santo, Maranhão e Mato Grosso do Sul.
O plano também envolve parcerias com instituições de referência em pesquisa e inovação, como a Embrapa, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, o Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais e o Instituto Euvaldo Lodi.
A Suzano é hoje uma das maiores produtoras de celulose do mundo e tem papel relevante nas exportações brasileiras. O investimento aprovado pelo BNDES reforça a tendência de transformação digital e tecnológica na indústria de base florestal, setor considerado estratégico tanto pelo potencial de geração de divisas quanto pela capacidade de inovação sustentável.
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