Algumas das maiores instituições financeiras do Brasil não oferecerão o crédito

Manoela Cardozo Publicado em 28/09/2022, às 09h57
Depois que o Ministro da Cidadania, Ronaldo Bento, confirmou que a contratação do empréstimo consignado sairia ainda nesta semana, as especulações sobre como funcionaria a contratação passaram a movimentar as redes.
Alguns dos principais bancos privados do Brasil se posicionaram contra o novo empréstimo. O benefício, que foi anunciado pelo Governo Federal em 2022, está inserido na modalidade de crédito consignado. Dessa forma, o valor será descontado do próprio Auxílio Brasil.
Octavio de Lazari Jr., o presidente do Bradesco, declarou que o banco não está interessado em operar o Empréstimo Auxílio Brasil: “Entendemos que essas pessoas terão mais dificuldade quando o benefício cessar e, por isso, preferimos não operar”.
Já o presidente do Itaú, Milton Maluhy Filho, disse que a instituição financeira não vai operar a modalidade de crédito. Ele também utilizou a vulnerabilidade dos beneficiários como justificativa.
“Entendemos que não é o produto certo para público vulnerável. Assim, o banco preferiu não operar“, explicou o presidente.
Para a revista Veja, o banco Santander também relatou que não ofereceria o crédito consignado para os beneficiários do Auxílio Brasil.
De acordo com o jornal O Globo, os bancos BMG e Nubank também teriam decidido não oferecer o crédito. A recusa teria acontecido logo após o governo lançar a iniciativa sem, por exemplo, estabelecer um limite à taxa de juros a ser cobrada.
Ao notar as dificuldades que as famílias terão ao contratar o consignado, o presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) esteve presente na sede da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo, com o intuito de defender o crédito. O comparecimento do presidente também se deu a fim de cumprir com agenda política.
A maior preocupação dos especialistas atualmente é que como as grandes instituições financeiras estão negando a concessão deste serviço, os bancos menores devem dominar o investimento. A imprensa, inclusive, tem notado que as cooperativas estão cobrando juros anuais de quase 78%.
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