Economia do RS enfrenta queda de 9% em maio devido às enchentes, indica Banco Central; região Sul também registra retração

Sabrina Oliveira Publicado em 18/07/2024, às 10h47
Os impactos das enchentes começam a ser sentidos na economia do Rio Grande do Sul. Em maio, a atividade econômica no estado registrou uma queda significativa de 9% em relação a abril, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (17). Este é o maior recuo mensal desde que o índice começou a ser medido, em 2002. Em comparação com maio do ano anterior, houve uma redução de 3,9%.
A queda no Rio Grande do Sul também influenciou negativamente a atividade econômica da Região Sul como um todo, que apresentou uma retração de 3,3% em relação ao mês anterior. Apesar disso, em comparação com maio do ano passado, a região ainda apresenta um leve crescimento de 0,7% nos dados sem ajuste.
Enquanto isso, na análise regional, o Centro-Oeste se destacou com um crescimento de 2,2% em maio em relação a abril, impulsionado pela safra agrícola. O Sudeste também teve uma leve expansão de 0,4%. Por outro lado, o Norte (-0,3%) e o Nordeste (-1%) apresentaram retração na atividade econômica no mesmo período. Em relação a maio do ano passado, todas as regiões registraram crescimento, com destaque para o Centro-Oeste (3,6%), Nordeste (3,1%) e Sudeste (2,7%).
O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) é divulgado com dois meses de defasagem e funciona como uma versão regional do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), que estima o Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Em termos de arrecadação, a Receita Federal informou anteriormente que a arrecadação de tributos federais no Rio Grande do Sul teve uma queda de R$4,4 bilhões em maio deste ano, em comparação com o mesmo mês de 2023, corrigidos pela inflação. Esta redução, no entanto, está influenciada pelo adiamento do pagamento de diversos tributos federais no estado.
O Banco Central divulga o desempenho econômico detalhado de 13 estados brasileiros, incluindo Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Em relação a abril, os maiores crescimentos foram observados no Pará (+2,8%), Ceará (+2%) e Espírito Santo (+1,8%), enquanto Santa Catarina (-1,1%) e Minas Gerais (-0,5%) registraram os principais recuos.
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