Para alguma delas, a Anatel já tem até data de previsão

Mateus Omena Publicado em 27/07/2022, às 18h42
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou esta quarta-feira (27) que as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador e Goiânia devem ser as próximas com a ativação do sinal de internet 5G puro.
No entanto, não há data definida para a disponibilidade do novo sinal para a internet nessas capitais. A informação partiu de Moisés Moreira, conselheiro da agência.
Brasília foi a primeira cidade do Brasil a contar com o chamado "5G puro", oferecido na faixa de 3,5 gigahertz, que conta com a maior velocidade e menor latência (tempo de resposta).
Na próxima sexta-feira (29), o sinal será ativado em Belo Horizonte, João Pessoa e Porto Alegre. Depois disso, as capitais apontadas pela Anatel passam a ser as próximas a receber a nova tecnologia.
"São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Goiânia e Salvador são capitais em que a EAF [entidade administradora de faixa] está trabalhando, mas até o momento ela não adiantou nada sobre data", explicou Moisés Moreira.
Primeiramente, as operadoras de conexão com a internet precisam instalar as torres de comunicação para ativação do 5G e filtros para evitar interferências com outras faixas de frequência. Esse processo ocorre por meio da Siga Antenado, uma entidade criada pela Claro, TIM e Vivo, vencedoras da faixa de 3,5GHz do leilão do 5G.
As companhias também precisam fazer a distribuição de kits de recepção do novo sinal das TVs parabólicas às pessoas de baixa renda, que têm direito ao serviço.
Depois que as antenas, torres e filtors forem instalados, as operadoras comunicam o Gaispi, grupo criado pela Anatel para tratar da implantação do 5G. Em seguida, são feitos testes e, se não for identificado nenhum problema, o sinal é liberado.
De acordo com o edital do leilão do 5G, realizado em novembro de 2021, todas as capitais do país devem contar com a tecnologia até o fim de setembro.
Inicialmente, o prazo era até 31 de julho, mas, certas dificuldades logísticas para importação de equipamentos provocaram uma mudança na programação e o limite foi estendido em 60 dias.
Por outro lado, Moisés Moreira, presidente do Gaispi e conselheiro da Anatel, afirma que há possibilidade de uma nova extensão de 60 dias do prazo, caso as operadoras encontrem problemas de instalação e funcionamento do sinal em alguma capital. A expectativa até o momento é que a nova prorrogação não ocorra.
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