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Polícia Federal investiga ex-CEO das Americanas em caso de fraude de R$25 bilhões

Polícia Federal investiga esquema que causou prejuízo bilionário às Lojas Americanas

Loja Americanas em São Paulo - SP - Imagem: Reprodução / Flavio de Jesus / Google imagens
Loja Americanas em São Paulo - SP - Imagem: Reprodução / Flavio de Jesus / Google imagens

Sabrina Oliveira Publicado em 27/06/2024, às 11h50


A Polícia Federal deflagrou hoje a Operação Disclosure, visando desmantelar um complexo esquema de fraude contábil que teria causado um rombo financeiro de R$25 bilhões nas Lojas Americanas. Miguel Gutierrez, ex-CEO da empresa, e Anna Christina Ramos Saicali, uma de suas diretoras, estão entre os principais alvos da operação, ambos considerados foragidos após a expedição de mandados de prisão preventiva.

A investigação, iniciada em janeiro de 2023 após a divulgação de "inconsistências contábeis" pela Americanas, revelou que executivos da empresa teriam manipulado resultados financeiros para inflar artificialmente o caixa da empresa e valorizar suas ações no mercado. Segundo as autoridades, o esquema envolvia práticas como antecipação de pagamentos a fornecedores e contabilização de verbas de propaganda que nunca foram utilizadas.

Além dos mandados de prisão, a PF cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ex-executivos do grupo. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de R$500 milhões em bens dos envolvidos, como parte das medidas para reparar os danos causados pela fraude.

A Americanas se manifestou através de nota, reafirmando ser vítima da má conduta de sua antiga diretoria. A empresa destacou sua cooperação com as autoridades e sua confiança no processo judicial para responsabilizar os envolvidos.

A operação Disclosure, nomeada pela PF em referência à transparência no mercado de capitais, contou com a participação de procuradores do Ministério Público Federal e representantes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O caso também foi tema de uma CPI na Câmara dos Deputados, que apesar de identificar indícios contra ex-diretores, não resultou em indiciamentos formais.

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