O estudo foi realizado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU)

Lillia Soares Publicado em 20/04/2024, às 15h25
Um estudo da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) revelou que houve um aumento significativo no número de pessoas utilizando o transporte coletivo público em áreas onde a tarifa zero foi adotada. De acordo com a pesquisa, existem 106 cidades no Brasil com mais de 5 milhões de habitantes onde o transporte urbano de ônibus é gratuito para todos.
Segundo dados do portal Agência Brasil, o estudo comparou o número de passageiros antes e depois da introdução do passe livre em 12 cidades. Em todas essas localidades, houve um aumento significativo na procura por viagens de ônibus, com variações que variaram de 33% a 371%.
Entre as cidades analisadas está Caucaia (CE), que implementou a tarifa zero em 2021. Dois anos depois, o número de passageiros aumentou significativamente, saltando de 510 mil mensais para 2,4 milhões mensais, um aumento de 371%.
Já em Luziânia (GO), houve um aumento de 202% no número de passageiros em apenas 2 meses após a introdução do passe livre. Em outubro de 2023, a cidade registrava 4,3 mil passageiros por dia, enquanto em dezembro do mesmo ano esse número subiu para 13 mil por dia.
Além disso, após adotarem a tarifa zero, várias cidades registraram aumentos significativos no número de passageiros. Em Maricá (RJ), houve um aumento de 144% após três anos. Ibirité (MG) viu um aumento de 106% após três meses, enquanto São Caetano do Sul (SP) registrou um aumento de 218% após quatro meses.
Paranaguá (PR) teve um aumento de 146% após um ano, e Balneário Camboriú (SC) registrou um aumento de 43% após seis meses. Em Itapeva (SP), o aumento foi de 267% após um ano e meio, e em Cianorte (PR), foi de 99% após um ano. Lins (SP) viu um aumento de 150% após um mês, Mariana (MG) registrou um aumento de 145% após dois anos, e Santa Isabel (SP) teve um aumento de 33% após um ano e meio.
“O aumento da demanda indica o potencial de uso do transporte público pela população. A tarifa zero promove uma maior mobilidade e acessibilidade, facilitando deslocamentos para as atividades essenciais no ambiente urbano, em diferentes horários do dia, não só em horário de pico”, afirmou Francisco Christovam, o diretor executivo da NTU.
“Esse aumento da demanda precisa ser considerado pela prefeitura que planeja adotar a tarifa zero. Não basta ter recursos para cobrir o custo atual, é preciso avaliar a necessidade de aumento da frota e definir fontes permanentes de recursos, para que a tarifa zero tenha sustentação”, completou Christovam.
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