Diário de São Paulo
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Mobilidade sustentável

Imagem: Freepik
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Publicado em 16/07/2022, às 09h18 Leonardo Augusto de Campos


Se você tem um veículo e quer trocá-lo ou vai adquirir um, certamente já teve a curiosidade de buscar por um modelo híbrido ou elétrico. Razões não faltam.

O custo e a finitude dos combustíveis de fonte fóssil são pesadelos constantes para consumidores domésticos e organizacionais. A volatilidade do preço internacional afeta economias em que, entre outras situações, a distribuição de produtos ocorre por modais alimentados por esta fonte de energia. O resultado é o encarecimento dos preços e a diminuição de acesso ao consumo, condição que se nota inclusive em países desenvolvidos como os Estados Unidos.

O prejuízo ambiental já foi tratado algumas vezes nessa coluna. A geração de poluentes é particularmente preocupante em se tratando de sustentabilidade no design de produtos.

Se continuarmos, elencaremos, inclusive, justificativas aplicadas ao contexto brasileiro, rico em biodiversidade e mão de obra qualificada para pesquisa e desenvolvimento. Então, estou certo de que te convenci: seu próximo carro será elétrico!

Calma! Este não é meu objetivo. Até porque também tenho dúvidas.

Os carros são apontados como grandes vilões na questão ambiental, mas eles não são a única fonte poluente - e nem a única forma de mobilidade. Neste ponto, admitir que praticamente qualquer ação humana gera CO2, é o que deveria preceder o desenvolvimento de soluções para tratar este efeito. Carros elétricos possuem um potencial enorme, mas precisamos de mais.

Os carros elétricos representam um esforço no desenvolvimento de tecnologias limpas, mas a maior parte do nosso consumo ainda não está nesta condição. Também necessitamos de soluções que capturem e tratem os poluentes emitidos.

A "sonhada" mobilidade elétrica ainda demanda mais postos de abastecimento, maior autonomia, eficiência e desempenho. É o papel da inovação e que, sabemos, possui um custo. Mas precisamos de mais: além do carro, onde nossa mobilidade pode se tornar mais sustentável? E, ainda: enquanto consumidores estamos dispostos a adquirir estas soluções que, geralmente, em sua versão de entrada são ainda caras?

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