
por Agenor Duque
Publicado em 21/10/2024, às 08h25
A tecnologia evoluiu de uma forma espantosa nas últimas décadas, mudando drasticamente a forma como as pessoas vivem, trabalham e interagem. Antigamente, coisas como o telefone fixo, as máquinas de escrever e até mesmo os mapas impressos eram essenciais no nosso dia a dia. Hoje, muitos desses itens foram substituídos por aparelhos digitais que fazem com que “o mundo caiba no nosso bolso”. Ao mesmo tempo, inovações como os smartphones, a internet e as redes sociais se tornaram indispensáveis, transformando antigas inovações, em objetos totalmente obsoletos. A cada geração, os avanços tecnológicos avançam na velocidade da luz. Mas...será que nossos bisavós imaginariam que um dia teríamos computadores em nossos bolsos?
Com a chegada da internet e, mais recentemente, das inteligências artificiais, a evolução tecnológica deixou de ser algo gradual para se tornar exponencial. Empresas gigantes como Apple, Google, Microsoft e Tesla lideram essa revolução, criando produtos que mudaram a vida de milhões de pessoas. A internet trouxe uma conectividade global, uma comunicação instantânea e armazenamento de dados em nuvem, transformando o modo como trabalhamos, socializamos e guardamos informação. Porém, com a aparição das inteligências artificiais, surgiram novas ferramentas que prometem otimizar nossas tarefas e simplificar nossa rotina, mas também geram grandes preocupações. Apesar das facilidades e da suposta ajuda, como fazem os “chatbots” e as automações, essas tecnologias possuem um perigo oculto: o controle e armazenamento de dados pessoais. Sem perceber, as pessoas aceitam de forma gradual mecanismos que podem comprometer sua privacidade, como o reconhecimento facial e digital em dispositivos. Hoje, esses recursos são vistos como essenciais, tal como a internet e os smartphones, mas é preciso cautela, pois, como já dizia o ditado das nossas avós, "nem tudo que reluz é ouro".
Não é difícil encontrar exemplos que demonstram a aceitação de medidas que, se observadas de fora, parecem perigosas. Por exemplo, o reconhecimento facial já faz parte do nosso dia a dia em aeroportos, smartphones (nos aplicativos de banco e bloqueio de tela) e até mesmo em redes sociais. As tecnologias que inicialmente surgem como facilitadoras acabam se tornando parte integral da rotina, e quando nos damos conta, já não conseguimos viver sem elas. No entanto, a mesma ferramenta que simplifica nossa vida pode ser usada para nos monitorar, restringir nossas liberdades e exercer controle sobre nossos comportamentos. Basta observar como governos e empresas utilizam dados pessoais de forma descarada, para tomar decisões em base a comportamentos de usuários.
Elon Musk, um dos maiores nomes da tecnologia atual, lidera muitas das inovações que prometem transformar o mundo. Desde a criação do PayPal e o desenvolvimento de veículos elétricos e autônomos pela Tesla, até as viagens espaciais privadas com a SpaceX, Musk é conhecido por seus empreendimentos visionários. Uma de suas iniciativas mais recentes é a Neuralink, que tem como objetivo criar chips cerebrais para integrar humanos com tecnologia. Entre as inovações mais comentadas está o projeto Blindsight, um chip cerebral que promete restaurar a visão de pessoas cegas. O dispositivo, que recebeu a aprovação da FDA, agência reguladora americana, é descrito como um “dispositivo inovador” e está em fase de testes. A Neuralink afirmou que, desde que o córtex visual esteja intacto, até mesmo pessoas cegas de nascença poderão enxergar pela primeira vez.
O chip será implantado e conectado na parte do cérebro responsável pela visão, funcionando como uma espécie de projeção. Musk, em suas redes sociais, explicou que a primeira versão proporcionará uma visão de baixa resolução, comparada aos gráficos do antigo videogame Atari (dos anos 80), mas que evoluirá para uma qualidade superior à visão natural, com a possibilidade de enxergar em diferentes comprimentos de onda, como infravermelho e ultravioleta. Embora o dispositivo Blindsight represente um avanço tecnológico significativo, ainda está em fase experimental e não possui uma data definida para aplicação em humanos.
A Neuralink já iniciou a busca por voluntários, e a lista está disponível em seu site. No entanto, é preciso ponderar sobre as consequências de tal inovação. Alguém ainda tem dúvidas de que no futuro, essas tecnologias poderão ser aplicadas para controlar comportamentos ou manipular informações cerebrais? Afinal, o acesso direto ao cérebro humano é algo que vai além de qualquer outro avanço tecnológico que já temos em mãos.
Sempre que uma inovação desse porte surge, aqueles que detêm o poder tendem a ocultá-la por um tempo, apenas para depois apresentá-la sutilmente ao público, mencionando que ainda “está em testes” e que levará tempo para se tornar realidade. Com o tempo, começam a divulgar os supostos benefícios, focando na saúde e na melhoria da qualidade de vida, usando narrativas que parecem ser maravilhosas. No entanto, essa introdução sutil é uma estratégia para garantir a aceitação pública antes que os verdadeiros interesses por trás dessas tecnologias sejam revelados. E, tecnologias como a do Blindsight, ainda que pareçam promissoras, podem se tornar perigosas ferramentas para a imposição de um controle global, manipulando a humanidade e implantando de vez a Nova Ordem Mundial.
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