Desde o início dos ataques israelenses cerca de 1.580 pessoas morreram no país

Gabriela Thier Publicado em 25/10/2024, às 18h45
Em uma coletiva de imprensa realizada hoje, o ministro da Saúde do Líbano, Firass Abiad, revelou que 163 socorristas e profissionais de saúde foram mortos em ataques realizados por forças israelenses. Este anúncio vem em meio a uma crescente tensão na fronteira entre Israele o grupo extremista Hezbollah, que se intensificou há mais de um ano.
Firass Abiad destacou que, além das vítimas fatais, outros 272 socorristas sofreram ferimentos durante os ataques, os quais classificou como "diretos e intencionais", qualificando-os ainda como "crimes de guerra". O impacto dos bombardeios atingiu duramente as infraestruturas de saúde, com 55 hospitais afetados, dos quais 36 foram diretamente atingidos, resultando no fechamento forçado de oito unidades hospitalares.
O ministro lamentou a impossibilidade de recuperar os corpos de oito socorristas mortos enquanto estavam em serviço em ambulâncias alvejadas por ataques israelenses. Os confrontos ocorreram nas proximidades de vilarejos fronteiriços, locais onde as hostilidades entre o Hezbollah e o Exército de Israel têm sido frequentes. Abiad acusou Israel de ter impedido a recuperação dos corpos por um período de duas semanas.
Além disso, seis bombeiros permanecem soterrados sob escombros em outra região ao sul do Líbano. Segundo dados apresentados por Abiad, as forças israelenses também atacaram 158 ambulâncias, 57 caminhões de bombeiros e 15 veículos de resgate.
O Exército israelense defende-se afirmando que as equipes de resgate ligadas ao Comitê Islâmico de Saúde é associado ao Hezbollah e estariam usando ambulâncias para transportar combatentes e armamentos – alegações que o grupo rejeita veementemente.
Desde o início da campanha militar em 23 de setembro, as operações israelenses resultaram na morte de pelo menos 1.580 pessoas. Este número foi compilado pela agência de notícias AFP com base em informações fornecidas pelo Ministério da Saúde do Líbano. Além disso, mais de um milhão de pessoas foram forçadas a deixar suas casas devido ao conflito contínuo.
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