
por Agenor Duque
Publicado em 06/03/2025, às 08h09
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um ultimato explosivo ao grupo extremista Hamas, exigindo a imediata libertação de todos os reféns mantidos em Gazae a devolução dos corpos das vítimas assassinadas. Em um discurso carregado de ameaças e promessas de retaliação, Trump declarou que, caso suas exigências não sejam atendidas, “acabou” para o Hamas.
A declaração veio após um encontro no Salão Oval com reféns israelenses recentemente libertados. Visivelmente irritado, Trump utilizou um tom agressivo ao se dirigir diretamente ao grupo extremista, alertando que os Estados Unidos estão prontos para fornecer a Israel todo o suporte necessário para eliminar completamente o Hamas.
“Shalom Hamas significa Olá e Adeus - Você pode escolher. Liberte todos os reféns agora, não depois, e devolva imediatamente todos os corpos das pessoas que você assassinou, ou ACABOU para você. Somente pessoas doentes e distorcidas mantêm corpos, e você é doente e distorcido! Estou enviando a Israel tudo o que precisa para terminar o trabalho, nenhum membro do Hamas estará seguro se você não fizer o que eu digo. Acabei de me encontrar com seus antigos reféns cujas vidas você destruiu. Este é seu último aviso! Para a liderança, agora é a hora de deixar Gaza, enquanto você ainda tem uma chance. Além disso, para o povo de Gaza: um lindo futuro o aguarda, mas não se você mantiver reféns. Se você fizer isso, você está MORTO! Tome uma decisão INTELIGENTE. LIBERTE OS REFÉNS AGORA, OU HAVERÁ UM INFERNO PARA PAGAR DEPOIS!”
A retórica dura de Trump se soma a um cenário já tenso no Oriente Médio. Segundo fontes do governo, os Estados Unidos estão conduzindo negociações diretas e sigilosas com o Hamas para garantir a libertação dos reféns americanos e buscar uma solução para o conflito em Gaza. Essa abordagem inédita, mediada pelo enviado presidencial Adam Boehler, marca uma reviravolta na política externa americana, que historicamente classifica o Hamas como uma organização terrorista.
Hamas Responde e Acusa Trump de “Cumplicidade com Netanyahu”
A resposta do Hamas não demorou. Em um comunicado oficial, o grupo extremista condenou as palavras de Trump, acusando-o de incentivar os “crimes do regime sionista”. O Hamas também exigiu que os Estados Unidos tomem uma posição mais equilibrada, apoiando o plano de paz proposto pelo Egito e a Liga Árabe, que inclui um cessar-fogo imediato e a reconstrução da Faixa de Gaza. No entanto, a Casa Branca já sinalizou que rejeita qualquer proposta que permita o Hamas permanecer no poder.
Enquanto Trump dobra sua aposta na destruição do Hamas, Israel intensifica seus ataques a Gaza. A ofensiva militar tem recebido apoio irrestrito da administração americana, que enviou armamento pesado e reforçou sua presença militar na região. De acordo com fontes israelenses, a operação visa eliminar completamente o Hamas, independentemente do tempo que levar.
O Destino dos Reféns e a Pressão Internacional
No momento, 59 reféns ainda estão sob poder do Hamas, embora estimativas da inteligência israelense indiquem que apenas 22 estejam vivos. O número crescente de vítimas civis e a destruição generalizada de Gaza geram pressão internacional para um cessar-fogo imediato. No entanto, com Trump prometendo represálias e Israel determinado a erradicar o Hamas, as chances de uma resolução pacífica parecem cada vez menores.
A declaração de Trump não apenas escalou o conflito como também colocou o mundo em alerta. Para muitos, sua retórica lembra a estratégia de “força total” adotada por ele durante sua presidência, onde ameaças militares eram usadas como ferramenta de negociação. Mas, diante de um cenário explosivo como o de Gaza, essa abordagem pode levar a um desfecho catastrófico.
A comunidade internacional agora observa atentamente os próximos passos do Hamas e de Israel. Se os reféns não forem libertados rapidamente, o “inferno” prometido por Trump pode estar prestes a se concretizar.
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