A tensão entre os líderes surge após o presidente ucraniano não reconhecer adequadamente o apoio dos EUA

William Oliveira Publicado em 04/03/2025, às 13h33
Na última segunda-feira (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão de toda a assistência militar destinada à Ucrânia, após um confronto significativo com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na semana anterior.
Um representante da Casa Branca informou à agência Reuters que "o presidente deixou claro seu compromisso com a paz e espera que nossos aliados compartilhem dessa mesma visão. Estamos interrompendo e reavaliando nossa ajuda para garantir que esteja alinhada com uma solução pacífica para o conflito".
Até o momento, o escritório de Zelensky não forneceu uma resposta oficial ao comunicado.
A decisão de Trump reflete uma mudança drástica na posição dos EUA em relação à Ucrânia, que havia permanecido estável desde o início do conflito. O ponto de inflexão aconteceu durante um tenso diálogo entre Trump e Zelensky, onde o líder americano expressou sua insatisfação com a aparente falta de reconhecimento por parte do ucraniano em relação ao apoio financeiro e militar recebido de Washington.
Na mesma ocasião, Trump reiterou que Zelensky deveria demonstrar mais gratidão pela assistência americana, especialmente após declarações do presidente ucraniano que indicavam um cenário pessimista sobre o fim da guerra.
"Essa é a pior afirmação que Zelensky poderia ter feito; os Estados Unidos não irão tolerar isso por muito mais tempo!", declarou Trump em sua plataforma Truth Social.
Zelensky havia comentado anteriormente que ainda estava longe de alcançar um acordo de paz duradouro.
Além disso, Trump mencionou a possibilidade de um acordo que permitisse investimentos americanos nos recursos minerais da Ucrânia, apesar de sua frustração com as autoridades ucranianas. Enquanto isso, líderes europeus continuavam a discutir propostas para uma trégua no conflito entre Rússia e Ucrânia.
A administração Trump vê esse possível acordo sobre minerais como uma oportunidade para recuperar parte dos bilhões de dólares investidos na Ucrânia em ajuda financeira e militar desde a invasão russa há três anos.
Quando questionado sobre a viabilidade do acordo, Trump respondeu: "Não, eu não acho". Ele classificou a negociação como um "grande negócio para nós" e prometeu fornecer uma atualização sobre a situação na noite seguinte.
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