Diário de São Paulo
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Brasil no Limite

Dívida pública ultrapassa R$ 10 trilhões, expõe a gestão Lula e transfere a conta para quem produz

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Marcelo Camargo
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Marcelo Camargo
Agenor Duque

por Agenor Duque

Publicado em 04/02/2026, às 11h00


O Brasil fechou o ano de 2025 com um número que acende um alerta vermelho nas contas públicas. Sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a dívida bruta do governo geral atingiu a marca de R$ 10 trilhões, o equivalente a 78,7% de tudo o que o país produz em um único ano. É o maior nível das últimas décadas.

O dado revela que, mesmo com discurso de crescimento e justiça social, o problema fiscal continua sem solução. O principal motor do aumento da dívida não foi investimento em infraestrutura ou desenvolvimento, mas sim o peso dos juros. O governo federal, sob a condução do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem gastado cada vez mais apenas para pagar os juros do que já deve, sem conseguir reduzir o estoque da dívida.

Na prática, o Brasil trabalha para pagar juros, não para sair do endividamento. É como uma família que consegue ganhar um pouco mais, mas está tão endividada que todo o dinheiro extra vai direto para o banco, sem aliviar o saldo devedor.

O reflexo disso aparece no resultado fiscal. Em 2025, o setor público consolidado gastou R$ 55 bilhões a mais do que arrecadou, registrando o pior desempenho dos últimos anos. Projeções anteriores apontavam um rombo menor, mas o custo dos juros empurrou o resultado para um patamar ainda mais negativo.

O déficit é formado pelas contas da União, dos estados, dos municípios e das estatais. Estados e municípios, juntos, conseguiram fechar o ano com superávit de cerca de R$ 9 bilhões. O rombo, portanto, ficou concentrado no governo federal e nas estatais, que somaram mais de R$ 60 bilhões em resultado negativo.

A pergunta é direta: quem paga essa conta? A resposta é simples. Quem paga é quem trabalha, produz, empreende, investe e paga impostos. Mais dívida hoje significa mais juros amanhã, menos investimento e um país cada vez mais engessado.

O marco dos R$ 10 trilhões não é apenas um número. É um aviso. Ignorá-lo tem um preço que chega, sempre, ao bolso do contribuinte.


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