Decisão de Israel de adiar a libertação de prisioneiros palestinos pode comprometer a trégua com o Hamas

Gabriela Thier Publicado em 23/02/2025, às 19h56
As recentes ações do governo de Israel, referente a decisão de adiar a libertação de mais de 600 prisioneiros palestinos podem, segundo respostas do Hamas, comprometer gravemente o acordo de trégua em vigor. Esta medida estava prevista para ocorrer no último sábado, após a entrega de seis reféns israelenses pelo grupo palestino.
Em declarações à agência AFP, Bassem Naïm, um dos líderes do Hamas, destacou que a atitude de Israel em postergar a soltura dos prisioneiros configura um comportamento criminoso e representa um risco significativo para a continuidade do cessar-fogo. Naïm fez um apelo aos mediadores internacionais, especialmente aos Estados Unidos, solicitando que exerçam pressão sobre Israel para que cumpra os termos do acordo e realize imediatamente a liberação dos detentos.
Em resposta às reivindicações do Hamas, o governo israelense anunciou neste domingo que o adiamento da liberação dos prisioneiros palestinos é necessário até que garantias sejam apresentadas pelo Hamas para pôr fim às chamadas "cerimônias humilhantes" relacionadas à libertação dos reféns israelenses.
Essas cerimônias, frequentemente transmitidas ao vivo, envolvem momentos em que os reféns são apresentados em palcos, recebendo certificados em hebraico que simbolizam o término do seu cativeiro. Durante esses eventos, alguns reféns são forçados a falar brevemente antes de serem entregues a representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que posteriormente os conduzem até as autoridades israelenses.
A trégua entre as partes entrou em vigor em 19 de janeiro e se seguiu a mais de 15 meses de conflito iniciado com o ataque do Hamas em território israelense no dia 7 de outubro de 2023. O acordo atual prevê três fases, com a primeira terminando em 1º de março.
No último sábado, o Hamas cumpriu sua parte ao liberar seis reféns como parte do processo negociado. Desses, quatro haviam sido sequestrados durante o ataque inicial no sul de Israel. Em contrapartida, estava previsto que Israel libertasse 602 prisioneiros palestinos na mesma data, conforme informações da ONG Clube de Prisioneiros Palestinos.
Leia também

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Anac autoriza duas novas companhias aéreas internacionais a operar no Brasil

Incêndio destrói galpão de distribuidora de autopeças na Lapa, em São Paulo

Investigado por suposta falsificação de peças de luxo já foi denunciado pelo GAECO em caso de roubo de cargas

São Paulo entra em alerta para temporais, ventos fortes e queda brusca de temperatura

STF oficializa fim da aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes

Influenciadora rebate críticas por namoro com ex-presidente da CBF 53 anos mais velho

Metrô de São Paulo distribui álbuns da Copa do Mundo e promove ação solidária com figurinhas repetidas

Torre Eiffel fecha as portas em meio a onda de calor histórica que castiga a França

Mulher é condenada a 66 anos de prisão por envenenar ovo de Páscoa e matar crianças no Maranhão