
por Agenor Duque
Publicado em 05/06/2023, às 08h55
A visita do ditador Nicolás Maduro ao Brasil, recebido com pompa e circunstância, foi uma verdadeira afronta à democracia e aos direitos humanos. E a mídia brasileira, que desconsiderou os crimes de Maduro contra seu próprio povo por mais de 2 décadas, agora está em apuros. O regime comunista de Maduro é responsável por inúmeras prisões arbitrárias, torturas, narcotráfico e assassinatos, inclusive de jornalistas. A postura da mídia ou a falta dela em omitir a verdade dos fatos ocorridos na Venezuela podem ser vistos por quem quiser vê-los.
A presença da imprensa era essencial para cobrir o evento e realizar entrevistas com o ditador, mas quando os jornalistas se aproximaram de Maduro, os seguranças agiram truculentamente, buscando impedir a aproximação. Essa atitude desencadeou um confronto entre os profissionais da imprensa e os agentes de segurança de Maduro, resultando em tensão e violência. Nesse contexto, a renomada repórter da global Delis Ortiz, recebeu um soco no peito desferido por um segurança a serviço do GSI. Em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, Delis, que trabalha para a emissora há 30 anos, descreveu o ocorrido como assustador. A agressão foi amplamente repudiada pela jornalista, que expressou sua angústia e sensação de impotência.
Delis é evangélica, membro da igreja Presbiteriana, mãe, e o mais curioso, é filha de um venezuelano naturalizado brasileiro. E justo quando o ditador tem a cara de pau de visitar o Brasil, ela é maltratada dessa forma. E o movimento feminista e a primeira-dama Janja, não se posicionaram defendendo Delis, dando a entender que lutar pelos direitos das mulheres só interessa quando conveniente à narrativa da esquerda e sua agenda político-ideológica. A mesma esquerda que a mídia tanto defende.
A subserviência da imprensa brasileira à agenda globalista não é novidade. A Globo é conhecida por sua relação próxima tanto com esquerda como com o ex-presidiário Lula. É como se ela fosse uma “mulher de bandido” apanha, mas não se separa do marido, submissa a tudo o que a esquerda faz ou pretende fazer (inclusive extinguir a liberdade de expressão), em troca de um perdão de suas dívidas milionárias e dos milhões de reais que recebe, provenientes das propagandas compradas pelo governo.
A parceria da Globo com a esquerda e o ex-presidiário, não é de hoje. A emissora apoiou sua eleição por 3 vezes, favorecendo-o com manipulação diária e parcialidade em suas reportagens e programas, o que ficou evidente na forma como celebrou a eleição de Lula em 2022, ignorando suas condenações e falta de um plano de governo. E mais evidente ainda, a forma como a emissora tratou o presidente Jair Bolsonaro durante todo seu mandato, sendo implacável em sua cobertura do governo Bolsonaro, retratando-o como um fascista, nazista, homofóbico, machista, racista... A emissora não poupou críticas ao ex-presidente, mesmo quando suas políticas eram benéficas para o país.
Agora, porém, Lula já é presidente, desequilibrado como nunca e colocando “fogo no parquinho”; a fatura chegou, e a emissora terá de enfrentar dilemas de como manter sua pouca credibilidade jornalística perante o público, enquanto apoia um governo com políticas e práticas questionáveis e decidir até que ponto continuará se vendendo e à mercê das loucuras deste comunista, dentre elas trazer um ditador cruel que trata com descaso uma de suas melhores jornalistas.
Para a Globo, a “lacrosfera” e os que votaram para que o “ódio do bem” vencesse, resta uma alternativa diante de todas as atrocidades que ainda estão por vir com esse des(governo): “fazer o L”, porque a fatura da vergonha internacional já está chegando.
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