Uma moradora de Guarujá, no litoral de São Paulo, de 52 anos, foi diagnosticada com necrose intestinal e aguarda a liberação de uma bolsa parenteral, um tipo

Redação Publicado em 15/02/2022, às 00h00 - Atualizado às 07h10
Uma moradora de Guarujá, no litoral de São Paulo, de 52 anos, foi diagnosticada com necrose intestinal e aguarda a liberação de uma bolsa parenteral, um tipo de soro nutritivo, para poder se alimentar. Desde o dia 2 de fevereiro, ela precisa deste utensílio, já que as bolsas que restavam acabaram e cada uma custa cerca de R$ 850.
Em entrevista ao g1, Claudimary Galvão afirmou que começou a sentir desconforto e dores intestinais em 2020. No mês de agosto, um exame de colonoscopia, procedimento que usa um tubo flexível para captar a imagem do intestino grosso, detectou que Claudimary apresentava uma obstrução intestinal. “A médica receitou um remédio, porém não continuou analisando o que o exame mostrou”, relata a paciente.
Claudimary estava com viagem marcada para julho de 2020, quando ela e o marido foram visitar as duas filhas em Portugal. No dia 13 de agosto ela passou mal e teve que ser internada. “Quando eu dei entrada no hospital já fizeram uma cirurgia, depois disso fiquei 38 dias na UTI. Os médicos de lá só me falaram que se tratava de uma doença autoimune”, afirma.
A filha de Claudimary, Thaís Galvão, de 24 anos, acompanhou a mãe durante todo o tratamento em Portugal. “Depois das cirurgias, chamaram eu e meu pai para ir ao hospital, e tentaram explicar o que estava acontecendo. Até hoje, não temos um diagnóstico concreto”, afirma a filha
Segundo ela, Claudimary apresentava uma enterocolite necrosante, com múltiplas placas por todo seu intestino grosso e delgado, onde restou somente 15 cm de todo o seu intestino. Além disso, foi considerada uma doença autoimune, e a suposta Síndrome de Anticorpo Antifosfolipídio.
“Ela também teve quatro infecções no cateter venoso central, a cândida, pelo período que esteve internada. Sem falar na trombose venosa em dois eixos femorais e do eixo subclávio esquerdo”, conta Thaís.
Segundo Thaís, o médico de Portugal entrou em contato com diversos médicos do Brasil, para ter um parecer da situação. Achamos que seria melhor ser feito algum transplante intestinal, já que aqui em Portugal isso não seria possível”, relata a filha dela. Thaís conta que também foi considerado realizar outros tipos de tratamento, pois o que estava sendo feito fora do país começou a dar problemas em seu fígado, inclusive cálculo renal crônico.
Claudimary ficou cerca de nove meses internada em um hospital em Portugal, recebendo a bolsa parenteral e os demais remédios necessários para tratar sua doença autoimune. “Passei esses meses fazendo somente exames e cirurgias sem custo algum”. Segundo ela, em maio de 2021 ela recebeu alta médica do hospital.
A partir daí, começou o acompanhamento em consultas, alimentação por cateter e uso da bolsa parenteral, que recebia todas as terças e quintas-feiras. Segundo Claudimary, cada bolsa durava 24h e podiam ser mantidas na geladeira.
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G1
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