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Marcus Vinícius De Freitas: Terrorismo, o mal do século XXI

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Marcus Vinícius De Freitas: Terrorismo, o mal do século XXI

Terrorismo, o mal do século XXI

Nas últimas semanas, vemos repetir-se na Europa uma nova onda de ataques terroristas. As investigações prosseguem para apurar se as ações foram realizadas por um “lobo solitário”, por uma rede terrorista, como a Al-Qaeda, ou patrocinadas por algum governo.  Esta sempre é a investigação importante para, de alguma forma, tentar reduzir possíveis repetições futuras.

O período eleitoral norte-americano e a pandemia do COVID-19, de alguma forma, fizeram a questão do terrorismo cair um pouco no esquecimento coletivo.  No entanto, à medida que o mundo tenta retornar a uma nova normalidade – apesar de a segunda onda da pandemia na Europa e noutras partes do mundo já haver começado intensamente – a questão do terrorismo fundamentalista continuará a ocupar uma posição de enorme destaque e preocupação global. A Europa, berço da civilização ocidental, sem dúvida, continuará a ser a mais afetada pelo terrorismo. E por quê?

Há várias razões para isso. Em primeiro lugar, não podemos esquecer, no caso da França, o importante papel desempenhado por aquele país no combate e derrota doDAESH – por nós conhecido como Estado Islâmico, que, aliás, não era nem Estado nem Islâmico – na Síria e no Iraque. Além disso, a queda do ditador Muammar al-Gaddafi, também coliderada pela França, sem o devido planejamento do dia seguinte, levou a Líbia a uma situação insustentável, transformando-o, basicamente, num Estado falido, que até o momento rasteja na tentativa de encontrar uma solução definitiva que lhe permita emergir do caos em que se encontra. A Líbia – ressalte-se cumpria um papel importante de fronteira avançada do continente europeu, contendo a migração norte-africana na Europa.

A situação econômica europeia e sua lenta recuperação depois da crise de 2008, aliada à baixa competitividade, observada em razão da globalização e da ascensão da China, levaram a um quadro de crescimento econômico lento, com um impacto particularmente negativo nos grupos sociais mais vulneráveis e suscetíveis à radicalização. Em muitos dos países, algumas comunidades, os “have-nots” da globalização, têm sofrido com a deterioração do seu padrão de vida e empregabilidade. A pandemia do COVID-19, por certo,logrou piorar essa deterioração econômica e expôs, ainda mais, a enorme fratura social e a incapacidade do Velho Continente para enfrentar crises.

Ressalte-se, também, que a questão das fronteiras e o Acordo Schengen – que permite a livre circulação entre a maior parte dos países europeus precisarão passar por um redimensionamento quanto aos controles externos e internos da União Europeia, com o difícil desafio de conjugar o binômio abertura versus controle. Neste sentido, surpreendeu a rapidez com que os países fecharam suas fronteiras durante a pandemia, o que tem levado a um intenso questionamento quanto à liberdade de circulação na Europa.

Um outro elemento difícil é relativo ao monitoramento de indivíduos que possam, de alguma forma, estar conectados a redes terroristas. Trata-se de um processo extremamente custoso e que esbarra em vedações legais relativas ao nível de privacidade individual diante do interesse coletivo. Para cada indivíduo monitorado são necessárias, pelo menos, oito pessoas, em tempo integral. Isto representa um enorme custo no aparato estatal, particularmente considerando que o indivíduo sob observação poderá ou não se tornar um terrorista. O desafio maior, neste caso, é que existem mais simpatizantes ao radicalismo islâmico do que capacidade de monitorar, o que leva, necessariamente, a falhas na inteligência, que é incapaz de monitorar até mesmo aqueles listados como perigosos. Além disso, existe a necessidade de promover um melhor relacionamento entre a Polícia e a comunidade islâmica.

Ninguém nasce terrorista. Constitui, portanto, um dos grandes desafios existentes fortalecer, em maior escala, programas de desradicalização islâmica, com uma atuação direta nas mesquitas. Esta questão esbarra na liberdade religiosa, um dos baluartes das liberdades individuais da sociedade ocidental. Como o radicalismo islâmico é pregado de maneira ideológica, ele deve, portanto, ser combatido da mesma forma.

Existe, ademais, um processo constante de renovação na forma de atuação do terrorismo. Este se utiliza cada vez mais de múltiplas maneiras para atingir seus objetivos e incrementar o nível de letalidade, utilizando armas pesadas ou até mesmo caminhões, como observamos em alguns casos. O radicalismo dos ataques tem sidoincrementado pela utilização de novas tecnologias, com um uso deturpado dos benefícios da globalização e da própria Internet.

Os países europeus deverão, portanto, realizar uma profunda reflexão sobre como enfrentar esses desafios e lograrem resultados positivos. Do contrário, o impacto negativo do terrorismo – não só representado pelo pânico coletivo, mas também por seu resultado econômico, com a diminuição do turismo em muitos países que contam com essa importante fonte de recurso em seu produto interno bruto – tornará a situação europeia cada vez mais difícil.

A pandemia, por certo, não facilitará a situação. Com um nível crescente de desemprego e uma velocidade menor de recuperação econômica, quando comparada aos Estados Unidos e à China, a deterioração poderá impactar, particularmente, os grupos mais vulneráveis e suscitar uma radicalização ainda maior. Surpreendem os ataques ocorridos no início desta segunda onda do COVID-19. Isto significa que o terrorismo, que hibernou no período mais agudo da primeira onda, não demorou muito para vir à tona novamente. E o perigo resideexatamente nesta situação, porque, agregando-se à pandemia o terrorismo, a Europa incorre o sério risco de ver postergada para um futuro ainda mais distante o seu processo de recuperação econômica. De fato, tempos difíceis no Velho Continente.

Marcus Vinícius De Freitas

Professor Visitante

Universidade de Relações Exteriores da China

 

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