Investigado na Operação Compliance Zero, empresário passou por unidades prisionais em São Paulo antes de ser levado a penitenciária de segurança máxima por decisão do STF
Redação Publicado em 06/03/2026, às 18h08
Imagens registradas no sistema penitenciário paulista mostram o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, com cabelo, barba e bigode raspados após dar entrada na Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo. As fotografias foram feitas depois que ele passou pelos procedimentos de admissão aplicados a todos os detentos da unidade.
Depois de chegar ao presídio na quinta-feira (5), Vorcaro passou pelas etapas previstas pelo procedimento de admissão: revista pessoal e de objetos, higienização obrigatória, corte de cabelo conforme as regras internas, registro fotográfico e coleta de impressões digitais. Como ocorre com os demais presos, ele também deixou as roupas civis e passou a usar o uniforme do sistema prisional.
O banqueiro havia sido preso na quarta-feira (4) e levado inicialmente ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos. No dia seguinte, foi transferido para a unidade de Potim.
Já nesta sexta-feira (6), após autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), Vorcaro foi encaminhado para uma penitenciária federal em Brasília. A Polícia Federal solicitou a transferência alegando risco à integridade física do investigado dentro do sistema prisional estadual.
No presídio de segurança máxima, o empresário ficará em cela individual e sob regime de vigilância reforçada. O contato com advogados e familiares ocorre de forma restrita e monitorada, com registro das comunicações realizadas dentro da unidade. Presos nessa condição também não têm acesso a televisão, rádio ou outros meios de comunicação externos.
A defesa de Daniel Vorcaro também afirmou que confia no Estado Democrático de Direito e no respeito à integridade mínima de pessoas que estão sob custódia do Estado. Os advogados disseram ainda que voltarão a pedir a abertura de um inquérito para investigar a divulgação de informações sigilosas e responsabilizar os envolvidos no que classificaram como uma “arbitrariedade”.