Diário de São Paulo
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Morte encefálica do 'Sicário' de Vorcaro agita desdobramentos da Operação Compliance Zero

O ex-espião de Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero, teve morte encefálica após uma tentativa de suicídio enquanto estava sob custódia da PF em Minas Gerais.

"Sicário", faleceu após tentativa de suicídio enquanto estava sob custódia da Polícia Federal - Imagem: Reprodução
"Sicário", faleceu após tentativa de suicídio enquanto estava sob custódia da Polícia Federal - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 04/03/2026, às 22h33


Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como 'Sicário', faleceu em Belo Horizonte após tentativa de suicídio enquanto estava sob custódia da Polícia Federal, levantando preocupações sobre a segurança de prisioneiros em casos complexos de corrupção.

Mourão era um dos principais espiões do empresário Daniel Vorcaro, central na Operação Compliance Zero, e sua morte pode comprometer as investigações em curso sobre corrupção ativa e passiva envolvendo figuras influentes.

A Polícia Federal informou ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, e se comprometeu a entregar todos os registros em vídeo do incidente, enquanto a situação gera questionamentos sobre as condições de monitoramento de detentos em casos de alta repercussão.

Na noite desta quarta-feira (4/3), Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, mais conhecido como "Sicário", faleceu após ser internado em estado grave em Belo Horizonte. O investigado estava sob custódia da Polícia Federal (PF) em Minas Gerais, na Superintendência Regional da instituição, desde que foi preso na Operação Compliance Zero, um desdobramento da Lava Jato, em um esquema de desvio de recursos públicos e corrupção que envolvia o empresário Daniel Vorcaro.

De acordo com informações da PF, Mourão, que se encontrava sob vigilância, atentou contra a própria vida durante sua custódia. A equipe policial presente no momento do incidente agiu rapidamente, socorrendo-o e iniciando procedimentos de reanimação. Após ser estabilizado, ele foi levado ao Hospital João XXIII, no centro de Belo Horizonte, mas não resistiu e foi diagnosticado com morte encefálica.

A PF comunicou imediatamente o ocorrido ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou que entregará todos os registros em vídeo que capturam os detalhes da dinâmica do incidente. A corporação esclareceu que, apesar das tentativas de reanimação, o estado de saúde de Luiz Phillipi não permitiu sua recuperação.

Luiz Phillipi, o "Sicário", foi um dos principais espiões ligados ao empresário Daniel Vorcaro, que se tornou um nome central na Operação Compliance Zero, investigada pela Lava Jato. Durante as investigações, foram descobertas evidências de corrupção ativa e passiva envolvendo membros de organizações criminosas e pessoas influentes, como Vorcaro. A morte de Luiz Phillipi enquanto estava sob custódia levanta questionamentos sobre as condições de segurança e acompanhamento de prisioneiros que envolvem casos de grande complexidade e repercussão nacional.

O caso também alimenta especulações sobre o impacto de sua morte nas investigações em andamento, que podem ter sido comprometidas pela perda de um dos principais envolvidos no esquema.


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