O dono do Banco Master deixou o presídio em Potim (SP) e iniciou deslocamento para a Penitenciária Federal de Brasília nesta sexta-feira (6)

William Oliveira Publicado em 06/03/2026, às 12h00
O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, deixou a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (6) para ser transferido ao sistema penitenciário federal, em Brasília (DF).
Segundo informações apuradas, Vorcaro saiu da unidade prisional por volta das 11h, dando início ao deslocamento para a capital federal.
O banqueiro havia sido preso na quarta-feira (4), em São Paulo, durante uma nova fase de uma operação que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras. Após a prisão, ele foi encaminhado inicialmente para a Penitenciária 2 de Potim, conhecida informalmente como o novo “presídio dos famosos”, para onde foi transferido na quinta-feira (5).
Ainda na quinta-feira (5), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF) e autorizou a transferência do banqueiro para a Penitenciária Federal de Brasília.
Na decisão, o ministro — relator do caso envolvendo o Banco Master no STF — destacou que a Polícia Federal apontou riscos na permanência de Vorcaro em um presídio estadual paulista. De acordo com a corporação, o investigado teria capacidade de articulação e influência sobre diferentes agentes do poder público e do setor privado, o que poderia representar ameaça à segurança pública.
A Polícia Federal também argumentou que o presídio federal em Brasília oferece melhores condições para acompanhamento da custódia do investigado. Segundo o pedido, a proximidade da unidade com os órgãos responsáveis pela investigação e com a supervisão judicial das medidas cautelares facilitaria o monitoramento do caso.
O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso nesta quarta-feira (4) em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A prisão preventiva foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. Segundo a PF, o grupo investigado pode ter cometido crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
Vorcaro foi detido em sua residência e encaminhado à Superintendência da PF na capital paulista. Ao todo, a operação cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As apurações contam com apoio do Banco Central do Brasil.
A decisão judicial também determinou o afastamento de investigados de cargos públicos e o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo e preservar valores possivelmente obtidos de forma ilícita.
A prisão ocorreu no mesmo dia em que o empresário deveria prestar depoimento à CPI do Crime Organizado, no Senado Federal. A convocação havia sido aprovada após requerimento do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Na terça-feira (3), André Mendonça atendeu a pedido da defesa e dispensou Vorcaro da obrigatoriedade de comparecer à comissão.
O empresário já cumpria medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Também estava prevista sua oitiva na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na próxima terça-feira (10).
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