No mesmo período do ano anterior a expansão foi de 2,1%
Gabriela Thier Publicado em 12/11/2024, às 15h39
O comércio brasileiro registrou um incremento de 0,5% nas vendas entre agosto e setembro, conforme revelado pela Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta terça-feira (12). Este avanço reposiciona o setor no patamar mais elevado da série histórica, previamente alcançado em maio de 2024.
Este crescimento reflete uma recuperação no desempenho mensal do setor, que havia sofrido uma retração de 0,2% na transição entre julho e agosto. Comparando com setembro do ano anterior, o comércio teve uma expansão de 2,1%. No acumulado de 2024, o aumento totaliza 4,8%, enquanto nos últimos 12 meses a taxa de crescimento atinge 3,9%. Analisando os dados trimestrais, o terceiro trimestre de 2024 cresceu 0,3% em relação ao segundo trimestre. Quando comparado ao mesmo período de 2023, houve um aumento de 4%.
Dentre as atividades investigadas pelo IBGE, quatro dos oito segmentos apresentaram resultados positivos. Destacaram-se os setores de outros artigos de uso pessoal e doméstico com um crescimento de 3,5%, combustíveis e lubrificantes com 2,3%, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria com 1,6%, além de hipermercados e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo com uma ligeira alta de 0,3%.
Em contrapartida, alguns setores enfrentaram declínio. Móveis e eletrodomésticos caíram 2,9%, equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação registraram uma redução de 1,8%, tecidos, vestuário e calçados diminuíram em 1,7%, enquanto livros, jornais, revistas e papelaria tiveram queda de 0,9%.
O IBGE ressaltou que ao longo deste ano os supermercados e os artigos farmacêuticos têm desempenhado um papel crucial no suporte ao crescimento do comércio. As vendas nos supermercados representam a maior fatia da pesquisa do IBGE com 55,6% do total. Já os artigos farmacêuticos ocupam a terceira posição em relevância na pesquisa com um peso de 11%, ficando atrás apenas dos combustíveis e lubrificantes