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Paz no Oriente Médio

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Por Marcus Vinícius de Freitas

 

Paz no Oriente Médio

 

Pouco se imaginava que Donald Trump deixaria, de fato e efetivamente, um legado positivo para o processo de pacificação no Oriente Médio. A Cúpula de Negev, ocorrida recentemente em Israel, faz parte do legado positivo de Trump que Joe Biden tem buscado preservar.

 

O fato de o governo de países do Oriente Medio – incluindo Israel – estarem conversando, abrindo representações diplomáticas entre si e estimulando o fluxo turístico – algo inimaginável até um passado recente – constitui um dos maiores legados de Trump na Casa Branca, quando intermediou a normalização das relações diplomáticas, económicas e políticas entre Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Israel e Marrocos, nos chamados Acordos de Abraão.

 

 

A importância do Oriente Médio para o mundo ocidental é enorme. Berço influente na cultura ocidental, além do legado religioso, já há décadas que a relevância econômica da região é fundamental ao mundo em face da questão energética – aliás, um dos temas principais gerados no conflito entre Rússia e Ucrânia.

 

Ao reunir, pela primeira vez na história, seis ministros de relações exteriores – Bahrein, Egito, Estados Unidos, Emirados Árabes, Israel e Marrocos – em Negev, ao sul de Israel para tratar do importante tema da paz no Oriente Médio, palco de enorme intolerância histórica de grupos religiosos e de nacionalismos, notamos um importante fator de boa vontade para a alterar o rumo da região.

 

A Cúpula foi altamente criticada pelo Primeiro-Ministro da Autoridade Nacional Palestina, Mohammad Shtayyah, que afirmou tratar-se de um prêmio gratuito a Israel, uma ilusão e miragem quanto à perspectiva de efetiva normalização na relação entre árabes e israelenses.

 

Trata-se, no entanto, de um movimento importante por parte de Israel – considerado um incômodo numa região onde conta com poucos simpatizantes. Há quarenta e três anos, no famoso Acordo de Camp David, celebrado entre o primeiro-ministro israelense, Menachem Begin, e o presidente egípcio, Anwar Sadat, sob a mediação de Jimmy Carter, então Presidente dos Estados Unidos, egípcios e israelenses finalmente haviam encontrado uma forma racional de coexistência e cooperação. Muito já se poderia ter avançado e evoluído neste período, como afirmou o representante dos Emirados Árabes ao final da Cúpula. No entanto, o peso da história tem sido o maior problema de avanços efetivos nas negociações, além dos problemas atinentes à situação territorial e de soberania da Palestina, que precisa ser resolvida para assegurar-se, ao menos, uma convivência mais harmoniosa.

 

Embora os interesses dos participantes fossem distantes, o fato de estarem conversando já é auspicioso. Obviamente cada país tinha uma agenda e percepção diferente daquilo que pretendia alcançar na Cúpula de Negev. No caso de Israel, a questão primordial era, sem dúvida, a situação do Irã, o acordo nuclear em negociação e as perspectivas que tal negociação poderá ter sobre a própria viabilidade existencial de Israel. Já para os países árabes participando da Cúpula, o Irã não constituía o tema central, porém um fator de preocupação regional, com perspectivas diferenciadas em razão da proximidade geográfica. Os países também buscavam agendas de interesse próprio, como investimento incrementado em energia limpa, segurança marítima, educação, dentre outros tópicos que são essenciais ao desenvolvimento regional. Destaque-se, ainda, a possibilidade de acordos comerciais efetivos para o aumento do comércio.

 

O Oriente Mėdio precisa apaziguar os ânimos para enfrentar os desafios que a competição global entre China, Estados Unidos e Rússia implicará nos próximos anos. A participação dos Estados Unidos na Cúpula de Negev ofereceu aos participantes a esperança da continuidade da presença norte-americana na região. A preocupação, neste sentido, é particularmente relevante considerando o histórico de desengajamento na região durante a administração democrata de Barack Obama, principalmente após a descoberta do petróleo de xisto.

 

Impressiona, enfim, o fato de que Donald Trump, o presidente de discurso mais belicoso nas últimas décadas tenha-se transformado no pacificador de uma região historicamente conflituosa e que precisa de paz para assegurar um melhor futuro.

 

 

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Marcus Vinicius De Freitas
Professor Visitante, China Foreign Affairs University
Senior Fellow, Policy Center for the New South

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