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Unicamp prevê fechar ano com déficit de R$ 230 milhões e estuda cortes

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) prevê fechar o ano com um déficit de R$ 229,5 milhões. De acordo com uma projeção feita pela instituição, o

Unicamp prevê fechar ano com déficit de R$ 230 milhões e estuda cortes
Unicamp prevê fechar ano com déficit de R$ 230 milhões e estuda cortes

Redação Publicado em 30/10/2016, às 00h00 - Atualizado às 11h23


Valor é 255% maior do que o saldo negativo de 2015, de R$ 64,5 milhões.
Previsão de arrecadação da instituição para 2016 é de R$ 2,1 bilhões.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) prevê fechar o ano com um déficit de R$ 229,5 milhões. De acordo com uma projeção feita pela instituição, o valor é 255% maior do que o saldo negativo da unidade em 2015, que foi de R$ 64,5 milhões. O aumento acontece por conta da diminuição do repasse dos governos estadual e federal e faz a universidade estudar “medidas de contingenciamento”, como corte de gastos, além do uso de uma “reserva estratégica”.

No ano passado, a receita da Unicamp foi de R$ 2,1 bilhões, com uma despesa de R$ 2,2 bilhões. Já em 2016, a previsão da Assessoria de Economia e Planejamento (Aeplan) é de que a instituição tenha a mesma arrecadação que em 2015, mas gaste R$ 2,3 bilhões.

(Correção: O G1 errou ao informar que os valores referentes à receita e à despesa da Unicamp são em milhões. Os valores estão, na verdade, na casa dos bilhões. A Assessoria de Economia e Planejamento (Aeplan) da universidade usa a escala de milhões para as suas contas, e divulgou a receita de R$ 2.152,574 milhões, que traduz-se R$ 2,1 bilhões, e a despesa de R$ 2.382,087 milhões, que traduz-se R$ 2,3 bilhões. A informação foi corrigida às 10h10)

Segundo a universidade, o valor repassado do Tesouro Estadual (ICMS)  teve uma redução nos últimos três anos, o que prejudicou as finanças da instituição. A Unicamp não entrou em detalhes sobre quais medidas de contingenciamento serão feitas, mas, em 2015, foi executado um “plano anticrise”, que incluiu corte parcial de horas-extras a todos os servidores até dezembro.

Campus da Unicamp, em Campinas (Foto: Reprodução/ EPTV)

Unicamp estuda medidas de contingenciamento (Foto: Reprodução/ EPTV) Reserva estratégica

Reserva estratégica
A queda na arrecadação e o aumento no déficit da instituição em comparação com o ano passado obrigaram a Unicamp a “apelar” para uma reserva estratégica, que consiste no uso de recursos guardados para emergências. De acordo com a unidade, sem a utilização da “poupança” não seria possível diminuir os impactos negativos causados pela crise nos últimos três anos.

“O contingenciamento é aplicado no orçamento que está em execução. As reservas são recursos acumulados estrategicamente em períodos favoráveis para fazer frente aos momentos de dificuldade. Nos últimos três anos os recursos foram parcialmente consumidos para enfrentar a atual crise econômica vivida pelo país”, disse a universidade em nota oficial.

Receita x despesa
A Unicamp informou que a despesa prevista para 2016, de R$ 2,3 bilhões, corresponde à despesas como: folha de pagamento, contratos de prestação de serviços, manutenção de atividades e programas de assistência e permanência estudantil. No entanto, algumas delas podem ficar prejudicadas por conta do déficit de R$ 239,5 milhões no orçamento. A instituição, porém, reiterou que o uso da reserva estratégica ainda não prejudicou as contas da unidade.

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