Ao menos 110 civis foram assassinados no sábado (28) em um ataque nos campos de arroz da localidade de Koshobe, na região nordeste da Nigéria, de acordo com

Redação Publicado em 29/11/2020, às 00h00 - Atualizado às 20h39
Ao menos 110 civis foram assassinados no sábado (28) em um ataque nos campos de arroz da localidade de Koshobe, na região nordeste da Nigéria, de acordo com um balanço divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU).
“Homens armados chegaram em motocicletas e realizaram um ataque brutal contra homens e mulheres que trabalhavam nos campos de Koshobe. Ao menos 110 civis morreram cruelmente e muitos outros ficaram feridos”, afirmou o coordenador humanitário da ONU na Nigéria, Edward Kallon.
O comunicado da ONU não menciona o grupo jihadista Boko Haram, que executa atentados violentos nesta região da Nigéria há mais de uma década e controla uma parte do território.
No sábado, agentes de uma milícia de autodefesa pró-governo informaram à AFP um primeiro balanço de 43 trabalhadores agrícolas mortos.
“É, sem dúvida, obra do Boko Haram, que atua na região e ataca com frequência os agricultores”, disse no sábado Babakura Kolo, líder da milícia.
Os integrantes do Boko Haram amordaçaram e degolaram as vítimas, que trabalhavam nos campos de arroz, próximos de Maiduguri, capital do estado de Borno, acrescentou.
As 43 vítimas foram enterradas neste domingo na localidade vizinha de Zabarmari, na presença do governador de Borno, Babaganan Umara Zulum.
A busca por outras vítimas prosseguia neste domingo em uma área pantanosa e de acesso difícil.
Entre as vítimas estavam dezenas de trabalhadores agrícolas do estado de Sokoto, 1.000 km ao oeste, que viajaram ao nordeste do país para encontrar trabalho nos campos de arroz.
A presidência da Nigéria “condenou”, em um comunicado divulgado no sábado à noite, “o assassinato por terroristas de agricultores dedicados a seu trabalho”.
“O país inteiro está ferido por estes assassinatos sem sentido”, afirma a nota.
O ataque aconteceu no dia das eleições locais no estado de Borno, as primeiras organizadas no estado desde o início da insurreição do Boko Haram em 2009.
Mais de 36 mil pessoas morreram em atos de violência desde o início do conflito no nordeste da Nigéria, onde mais de dois milhões de pessoas ainda não conseguiram retornar para suas casas.
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G1
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