Confira a diferença entre os tipos de alopecia e os remédios utilizados na calvície e na perda de cabelo

Ana Rodrigues Publicado em 04/12/2023, às 12h49
A queda de cabelo é uma preocupação comum e que não sai da cabeça de muitas pessoas, o que as leva a buscar diversas "soluções". Porém, o mercado de produtos de beleza anda cheio de tratamentos duvidosos, que prometem resultados "incríveis" para os calvos, mas acabam prometendo e não cumprem.
Segundo o g1, a alopecia androgenética é o tipo que herdamos de nossos pais e avós e que existem opcões eficazes para lutar contra, como o uso do minoxidil, disponível como loção para aplicação direta no couro cabeludo, e a finasterida, que é tomada por via oral.
Já para a alopecia areata - doença autoimune, que provoque a queda capilar, a Anvisa aprovou recentemente um medicamento, o baricitinibe, conhecido pelo nome comercial de Olumiant.
O que funciona para alopecia androgenética - ou como popularmente é conhecida - a calvície?
Ela inibi uma série de enzimas chamadas 5-alfa-redutase, o que impede o corpo de converter a testosterona em DHT, um hormônio que leva o crescimento da próstata e à calvície.
Ele está entre os tratamentos mais comuns para o calvície masculina, porém, pode ter como efeito colateral a impotência sexual.
Vale ressaltar que, apenas uma pequena porcentagem de pacientes experimenta esses efeitos, com cerca de 2% dos homens relatando que sofreram a redução da libido e impotência como resultado do uso da finasterida.
Embora seja considerada rara, a disfunção sexual associada à finasterida inclui perda de desejo sexual, disfunção erétil e ejaculatória, e ainda há controvérsias sobre a persistência desses sintomas após a interrupção do medicamento.
Vale ressaltar que, o medicamento não é recomendado para calvície feminina. No caso das mulheres, os resultados não são tão consistentes e o remédio não é seguro para gestação.
Prolonga a fase de crescimento do ciclo do cabelo e mexe com a circulação sanguínea ao redor dos folículos capilares, entregando mais oxigênio e nutrientes aos fios. Vale ressaltar que o remédio não faz crescer cabelo de volta - o que já caiu no caso. Ele funciona apenas como um botão de pausa.
Ele é recomendado tanto para o tratamento de homens, quanto para o de mulheres. E, ao contrário da finasterida, o minoxidil não está relacionado à impotência sexual.
O uso oral do minoxidil vem gerando preocupações em razão dos potenciais riscos cardíacos, além de ser um medicamento que não tem registro da Anvisa no Brasil. Por esse motivo, a recomendação é que os pacientes busquem orientação médica adequada, evitando a automedicação.
O que funciona para a alopecia areata - doença autoimune que provoca queda capilar?
Este medicamento é o primeiro tratamento sistemático para alopecia areata que foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele pode ser administrado em pacientes adultos com o quadro grave da doença para um tratamento em todo seu corpo, ao invés de um local específico.
Um estudo chegou e comprvou que pelo menos 80% de cobertura capilar do couro cabeludo - em pacientes após 36 semanas de tratamento.
O medicamento já está disponível no mercado e segundo o fabricante Eli Lilly do Brasil, a dosagem de 4 mg tem um preço máximo ao consumidor (PMC) de R$5.648,25, sem impostos. Em farmácias on-line, porém, o preço de varejo do medicamento tende a ser mais caro.
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