O imunizante é destinado a adultos com 18 anos ou mais

Mateus Omena Publicado em 26/08/2022, às 12h24
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta sexta-feira (26) o uso da vacina Jynneos/Imvanex contra a varíola dos macacos (monkeypox) e do medicamento tecovirimat para o tratamento da doença no Brasil.
A sanção consistiu em análises de dados da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e da Agência Americana (FDA).
A iniciativa se aplica à vacina Jynneos (EUA) ou Imvanex (EMA), que, mesmo que seja do mesmo produto, possui nomes diferentes nos EUA e na Europa. O imunizante é destinado a adultos com 18 anos ou mais e possui validade de até 60 meses quando conservado entre -60 a -40°C.
A dispensa temporária e excepcional é concedida somente ao Ministério da Saúde e terá validade de seis meses, desde que não seja expressamente revogada pela Anvisa.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina já está aprovada nos Estados Unidos, Canadá e União Europeia.
O Tecovirimat é um medicamento com concentração de 200 mg, na forma farmacêutica cápsula dura e usado de modo oral. O prazo de validade é de 84 meses e é indicado para o tratamento de doenças causadas por Ortopoxvírus em adultos, adolescentes e crianças com peso mínimo de 13 kg.
Já a vacina Jynneos/Imvanex, produzida na Dinamarca e na Alemanha pela empresa Bavarian Nordic A/S, é destinada a adultos com idade igual ou superior a 18 anos e possui prazo de até 60 meses de validade quando conservada entre -60 a -40°C.
Em agosto, o ministro da saúde Marcelo Queiroga afirmou que o Brasil receberia o antiviral tecovirimat para combater o surto de varíola dos macacos.
Segundo um estudo publicado na revista científica "The Lancet Infectious Diseases", o antiviral apresentou bons resultados na redução da duração de sintomas e no tempo em que pacientes com a varíola dos macacos são capazes de infectar outras pessoas.
A OMS informou na última quinta-feira (25) que o número de casos confirmados do vírus vem caindo após uma tendência de alta que durou um mês.
"Há sinais de que o surto está diminuindo na Europa, onde uma combinação de medidas eficazes de saúde pública, mudança de comportamento e vacinação está ajudando a prevenir a transmissão", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista coletiva.
No Brasil, o número de casos confirmados até a noite de quarta-feira (24) era de 4.144 e o de suspeitos era de 4.653, apontam dados do Ministério da Saúde. O país registrou um óbito relacionado à doença.
A OMS disse que as infecções nas Américas mostraram "um aumento contínuo e acentuado" na semana passada, com cerca de 60% dos casos no último mês.
"Na América Latina em particular, a conscientização insuficiente e falta de medidas de saúde pública estão se somando com uma falta de acesso às vacinas para combater as chamas do surto", explicou Tedros.
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