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Doença infecciosa

OMS revela aumento preocupante de casos de tuberculose

Apesar da redução no número de mortes o número de diagnósticos cresce

Apesar da redução no número de mortes o número de diagnósticos cresce - Imagem: Reprodução / Freepik
Apesar da redução no número de mortes o número de diagnósticos cresce - Imagem: Reprodução / Freepik

Gabriela Thier Publicado em 30/10/2024, às 15h57


Um relatório recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que, em 2023, foram registrados quase 8,2 milhões de novos casos de tuberculose globalmente, marcando o maior número desde o início do monitoramento pela entidade há quase três décadas. O documento ressalta os "progressos desiguais" na batalha contra a doença, destacando desafios persistentes como a significativa falta de recursos financeiros. Apesar de uma redução no número de mortes causadas pela tuberculose, que caiu de 1,32 milhão em 2022 para 1,25 milhão em 2023, o total de diagnósticos da doença apresentou um aumento. De acordo com a OMS, a tuberculose retomou sua posição como a doença infecciosa mais letal, ultrapassando a COVID-19.

O relatório aponta que nem todos os casos são efetivamente diagnosticados e estima-se que cerca de 10,8 milhões de indivíduos tenham realmente contraído a doença no último ano. Esse crescimento entre 2022 e 2023 é atribuído em parte ao aumento populacional. A taxa de incidência de tuberculose em 2023 foi registrada em 134 novos casos por 100 mil habitantes, representando um leve incremento de 0,2% em relação ao ano anterior. Notavelmente, a maior parte dos novos casos ocorre em apenas 30 países. Cinco nações – Índia (26%), Indonésia (10%), China (6,8%), Filipinas (6,8%) e Paquistão (6,3%) – concentraram juntas 56% dos casos globais.

Além disso, o relatório indica que 55% dos indivíduos diagnosticados com a doença eram homens, enquanto as mulheres representaram 33%, e crianças ou adolescentes jovens constituíram os restantes 12%. A OMS também sublinha melhorias na taxa de sucesso do tratamento para tuberculose multirresistente ou resistente à rifampicina (MR-RR), agora atingindo 68%, comparado aos 64% de 2020 e aos 50% de 2012. No entanto, das aproximadamente 400 mil pessoas que desenvolveram tuberculose MR-RR estimadas pela OMS, somente 44% receberam diagnóstico e tratamento adequados em 2023.


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