A decisão foi motivada por preocupações médicas após a morte de Ricardo Godói, que sofreu parada cardiorrespiratória durante uma tatuagem

William Oliveira Publicado em 28/07/2025, às 11h55
O Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu proibir, em todo o país, o uso de sedação, anestesia geral ou bloqueios anestésicos periféricos durante a realização de tatuagens. A nova norma foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (28).
A proibição vale para tatuagens de qualquer tamanho e em qualquer parte do corpo, com exceção de procedimentos de reconstrução corporal que tenham indicação médica formal.
A decisão foi motivada por preocupações crescentes da comunidade médica, especialmente após a morte do influenciador digital Ricardo Godói, de 45 anos, que faleceu em janeiro deste ano após receber anestesia geral para fazer uma tatuagem nas costas. Durante o procedimento, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória.
O cirurgião plástico Ricardo Polizzi afirmou que a anestesia geral é considerada segura, mas alertou para os riscos que envolvem o procedimento, como pneumonia, AVC e complicações cardíacas. Fatores como tabagismo, obesidade, hipertensão, diabetes e outras condições preexistentes aumentam significativamente os riscos.
A família de Godói disse que ele era saudável e não apresentava doenças conhecidas antes do ocorrido. Polizzi explicou que existem dois tipos principais de anestesia: a geral, que provoca perda total da consciência e exige ventilação assistida em ambiente hospitalar; e a local, menos invasiva.
Godói morreu em 20 de janeiro, em Itapema, Santa Catarina. Ele se preparava para fazer uma tatuagem do Anjo Gabriel cobrindo toda a extensão das costas.
Segundo informações divulgadas pelo colunista Clayton Ramos, do portal SCC10, a declaração de óbito aponta que Godói pode ter usado anabolizantes dias antes do procedimento, o que pode ter contribuído para a parada cardiorrespiratória durante a anestesia.
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