Pamela Andrade teve forte inchaço, após o procedimento estético com ácido hialurônico

Vitória Tedeschi Publicado em 25/11/2022, às 18h55
A jovem empresária Pamela Andrade, de 23 anos, teve um inchaço no rosto fora do comum após realizar um preenchimento labial. Inicialmente, ela achou que pudesse ser uma alergia ao produto aplicado. Porém, mais tarde, descobriu que na verdade se tratava de uma doença genética rara.
A região da face ficou tão inchada que, ao divulgar o alerta em seu perfil no Tik Tok, rapidamente seu vídeo viralizou, recebendo alguns comentários de pessoas que pensaram que as imagens postadas eram montagem.
"Eu voltei na hora para clínica e não relacionei com a doença. Achei que tinha ocorrido algo errado", contou ela em entrevista à BBC Brasil. O primeiro sinal começou com na parte de cima dos lábios.
"É normal inchar, mas não daquele jeito. Me levaram ao hospital, tiraram fotos e nunca tinha acontecido nada daquela forma. Fiquei tomando soro e cheguei a ouvir do médico que era alergia ao ácido hialurônico. Tomei um antialérgico e fiquei esperando", conta.
Mesmo recebendo medicação, o inchaço não passou por completo e Pamela só voltou a ter o rosto "normal" depois de quase oito dias. Foi aí que ela resolveu investigar mais profundamente a reação e procurou um alergologista.
Foi por meio de um exame de sangue que foi constatado que ela sofria com angioedema hereditário, doença genética rara, razão do inchaço incomum após o procedimento estético.
Esse, no entanto, não foi o primeiro episódio de inchaço que ela sofreu. Desde a adolescência, ela sofria com inchaço, que por muito tempo foi relacionado erroneamente pelos médicos como alergia alimentar.
Aos 17 anos, a crise foi tão forte que ela chegou a ir para o hospital. "Uma vez ficou bem feia a alergia, mas sempre foi tratada como algo alimentar. Aplicavam corticoide, mas não dava resultado", relembra.
De acordo com o portal Muitos Somos Raros, o angioedema hereditário é uma doença caracterizada pelo aparecimento de inchaços nas extremidades do corpo, face e genitais. Ou até mesmo internamente, nas membranas mucosas do trato intestinal, laringe e outros órgãos.
É uma doença genética dominante. Ou seja, o pai ou a mãe com a doença tem 50% de chance de transmiti-la ao filho.
As protuberâncias no rosto e nas extremidades costumam ser dolorosas e debilitantes. Já as mucosas do aparelho digestivo causam fortes dores, náuseas, vômitos e diarreia. Na laringe, o inchaço pode causar o fechamento das vias aéreas, o que é extremamente perigoso.
Além disso, assim como a maioria das doenças raras, ainda não há cura para o angioedema hereditário. A evolução da pesquisa científica resultou até agora em remédios e medidas que aliviam e previnem as crises, mas não zeram a doença completamente.
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