O médico responsável garantiu que tudo estava correto e fazia parte da recuperação

Milleny Ferreira Publicado em 13/11/2023, às 12h34
Um caso entrou em grande evidência após uma confusão médica acontecer: o adolecente Guilherme Gomes, de 15 anos, que possui deficiência intelectual, sofreu uma fratura e acabou quebrando seu braço no início deste ano e precisou ser submetido a cirurgias ortopédicas em um hospital particular de Taguatinga (DF).
Mesmo após os procedimentos, o braço do garoto continuou visivelmente torto, com uma fratura evidente, o que lhe causava muita dor.

De acordo o portal Metrópoles, a família informou que o médico responsável garantiu que tudo estava correto e a situação fazia parte da fase de recuperação, mas meses depois, não houve nenhuma mudança ou melhora, o que levou o jovem a precisar passar por novos procedimentos, e infelizmente teve o membro encurtado.
Mãe do garoto, Liliane Leite também indica que o médico não teria usado hastes de fixação do osso, que foram pagas pelo plano de saúde.
Ao passar dos dias, meu filho começou a ter uma deformação inaceitável no braço. Ele começou a ter o braço muito torto, entortou ao extremo. Eu passei por nove consultas com esse médico. Nas nove, eu perguntava para o doutor se era assim mesmo. Ele falava para aquietar meu coração, que estava certo, que ele vai crescendo e o osso vai se alinhando", conta.
Muito aflita com a situação, após o erro médico que resultou no menino tendo começado a perder os movimentos do punho e do cotovelo, a mãe procurou outros centros clínicos para segundas opiniões e a fim de achar finalmente uma solução para o problema de seu filho. Os cirurgiões apontaram que havia erros grotescos. Os novos raio-x mostram o tamanho da deformidade.

Meu filho não tem previsão certa de alta. Já fez mais de 60 sessões de fisioterapia e não tem previsão de alta. O novo médico, de imediato, solicitou todos os exames", continua a mãe do garoto.
Houve toda uma mobilização entre a família que precisou se desdobrar para encontrar maneiras para que conseguissem acompanhar o menino nas sessões de terapia, mas que infelizmente acabam se prejudicando no trabalho por conta das ausências e até hoje, o garoto não recuperou os movimentos do braço e continua sentindo muita dor.
Após os problemas, que causaram a redução do braço do menino, Liliane retornou ao primeiro profissional que atendeu a família, o responsável pelos supostos erros. À mãe, ele reconheceu a condição do menino e afirmou que poderia fazer uma cirurgia corretiva.
O Guilherme agora está melhor, mas, até a cirurgia de correção, ele estava muito abatido, triste, com medo de se machucar de novo e ter que fazer uma nova cirurgia devido aos traumas", comenta a mãe.
A mulher ainda relata que o menino foi alvo de bullyingna escola por conta do braço, o que prejudicou seu desempenho escolar.
O médico fez uma declaração onde garantiu que os procedimentos realizados por ele foram corretos e as lesões que surgiram posteriormente foram causadas por outras questões relacionadas à recuperação. O ortopedista ainda exemplificou que novas quedas podem ter gerado as fraturas mais recentes.
Em nota, o hospital informou que, "em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), não comenta casos de pacientes".
A diretoria se coloca à disposição da família para quaisquer esclarecimentos", completou a instituição.
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