Diário de São Paulo
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Medicamentos falsos apreendidos

Anvisa Identifica Irregularidades em Medicamentos Controlados

A Anvisa determinou a apreensão do lote D838878 do Mounjaro, após a fabricante Eli Lilly confirmar a falsificação do produto

A Anvisa recomenda que a população verifique a procedência dos medicamentos e denuncie qualquer irregularidade aos canais competentes - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A Anvisa recomenda que a população verifique a procedência dos medicamentos e denuncie qualquer irregularidade aos canais competentes - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Letícia Sales Publicado em 09/01/2026, às 14h06


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão imediata de um lote falsificado do medicamento Mounjaro, utilizado no tratamento de diabetes e obesidade. A decisão, publicada na última quarta-feira (7), proíbe a venda, distribuição e uso em todo o país do lote identificado como D838878.

A medida foi tomada após a própria fabricante do produto, a Eli Lilly do Brasil, comunicar à agência que o lote em questão não foi produzido pela empresa, caracterizando uma falsificação. O Mounjaro, que contém o princípio ativo tirzepatida, é um medicamento de alto valor e tem sido alvo frequente de fraudes no mercado.

Além desse caso, a operação de fiscalização identificou irregularidades em outros medicamentos de uso controlado. Três lotes do Imbruvica, remédio indicado para tratamento de leucemia, linfoma e mieloma, foram considerados irregulares após a fabricante Janssen-Cilag informar que não reconhece as unidades com os códigos NIS7G01, NJS7J00 e PJS0B00. O registro dessa apresentação em cápsulas já foi cancelado.

Outro produto apreendido foi o Voranigo, usado em tumores cerebrais. O lote FM13L62 foi recolhido porque a Laboratórios Servier do Brasil não reconhece sua origem.

A fiscalização também encontrou problemas graves de troca de embalagens. Pacientes que adquiriram o Pantoprazol 40 mg (lote OA3169), da MedQuímica, receberam na caixa comprimidos de hidroclorotiazida 25 mg, um remédio para pressão alta. A empresa já iniciou recolhimento voluntário. Outro caso envolve o antialérgico Alektos 20 mg (lote 569889), que foi distribuído em caixa do medicamento para diabetes Nesina.

A Anvisa alerta que medicamentos falsificados ou com embalagens trocadas representam risco direto à saúde, pois podem conter dosagens erradas, substâncias tóxicas ou simplesmente não ter efeito terapêutico. A agência recomenda que a população verifique sempre a procedência dos produtos, confira lotes e prazos de validade, e adquira remédios apenas em estabelecimentos regularizados.

Qualquer suspeita de irregularidade deve ser comunicada imediatamente aos Canais de Atendimento da Anvisa ou à vigilância sanitária local.


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