Documento analisado pela Polícia Federal cita o ministro em mesa de jantar durante conferência em Nova York

Erika Osti Publicado em 06/03/2026, às 19h22
O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli afirmou que não participou do jantar de gala organizado durante a Lide Brazil Conference, em novembro de 2022, depois que seu nome apareceu em uma planilha apreendida pela Polícia Federal no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master. O documento faz parte do material analisado pelos investigadores sobre possíveis fraudes bilionárias atribuídas à instituição financeira.
A planilha registra a organização das mesas do jantar realizado no restaurante Fasano New York, na região da Quinta Avenida, em Nova York, durante a programação da conferência promovida pelo Grupo Lide. No documento, o nome de Toffoli aparece associado à mesa identificada como “2 Banco Master”.
Ao comentar o caso, o ministro afirmou que participou apenas de um dos painéis do evento, intitulado “Brasil e o respeito à liberdade e à democracia”, mas disse não ter comparecido ao jantar realizado após os debates.
Segundo os registros analisados pela Polícia Federal, a mesa em que Toffoli foi listado reuniria convidados ligados ao Banco Master. A planilha também indica que o ministro do Supremo Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, estavam posicionados na mesma mesa que o empresário Nelson Tanure, apontado por investigadores como possível sócio oculto da instituição à época comandada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
O jantar ocorreu em um domingo à noite e teria sido realizado de forma excepcional no restaurante, que normalmente não abre nesse dia. O encontro integrou a agenda social da conferência empresarial e contou com patrocínio do dono do Banco Master.
A planilha foi encontrada durante a investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de fraudes envolvendo a instituição financeira. Os documentos apreendidos estão sendo analisados pelos investigadores para mapear relações e encontros entre empresários, autoridades e pessoas ligadas ao banco.
Toffoli foi pressionado a deixar a relatoria do Caso Master após a Polícia Federal descobrir que a participação da família do ministro no Resort Tayayá, por meio da empresa Maridt, foi vendida para o fundo Arleen, ligado ao Banco Master.
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