Segundo o governador, o fim da guerra fiscal e a cobrança no destino tendem a ampliar a arrecadação do Estado

Erika Osti Publicado em 21/02/2026, às 18h03
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu a reforma tributária, afirmando que o novo modelo beneficiará o Estado, apesar da redução na arrecadação do ICMS sobre combustíveis, sua principal fonte de receita.
Tarcísio acredita que o fim da guerra fiscal entre os Estados e a mudança na cobrança de impostos favorecerão São Paulo, que possui um grande potencial econômico tanto como produtor quanto como consumidor.
Apesar das preocupações da Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais sobre os impactos da reforma, o governador se mantém otimista, ressaltando que a nova estrutura tributária corrigirá distorções e promoverá um ambiente mais equilibrado entre as federações.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a defender neste sábado (21), a reforma tributária e afirmou que o Estado vai ser beneficiado com o novo modelo. Ele também minimizou o impacto da redução da arrecadação do ICMS sobre combustíveis, hoje a principal fonte de receita dos Estados, com a futura substituição pelo Imposto sobre Bens e Serviços.
Segundo o governador, a principal vantagem para São Paulo será o fim da chamada guerra fiscal entre as unidades da federação. Na avaliação dele, a disputa por incentivos tributários tem sido historicamente prejudicial ao Estado paulista.
Tarcísio argumenta que a mudança da cobrança do imposto da origem para o destino tende a favorecer São Paulo por causa do peso econômico local. De acordo com ele, o Estado reúne características de grande produtor e também de grande mercado consumidor, o que deve ampliar a arrecadação no novo sistema.
O posicionamento do governador ocorre após alerta da Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais, que nesta semana manifestou preocupação com os efeitos combinados da reforma tributária e das alterações feitas no governo Jair Bolsonaro no modelo de recolhimento do ICMS sobre combustíveis. A entidade avalia que as mudanças podem pressionar as contas estaduais.
Apesar das críticas, Tarcísio mantém avaliação otimista. Para ele, a nova estrutura tributária corrige distorções históricas e cria um ambiente mais equilibrado entre os Estados, reduzindo a competição por benefícios fiscais.
A reforma tributária prevê a substituição de tributos atuais por um sistema baseado no Imposto sobre Bens e Serviços, com transição gradual nos próximos anos. O tema segue no centro do debate entre governadores, especialistas e o setor produtivo por causa dos possíveis impactos na arrecadação e na distribuição de receitas entre as unidades da federação.
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