Coronel Henguel Ricardo Pereira assume a secretaria-executiva da SSP e passa a atuar ao lado do delegado Osvaldo Nico Gonçalves; escolha marca nova fase na condução da pasta.

Ana Beatriz Publicado em 01/02/2026, às 16h34
O governador Tarcísio de Freitas decidiu nomear o coronel Henguel Ricardo Pereira, atual secretário-chefe da Casa Militar e coordenador estadual da Defesa Civil, como novo secretário-executivo da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP). A mudança passa a valer a partir desta segunda-feira (2º).
Henguel assume o posto que vinha sendo ocupado pelo coronel Paulo Maculevicius Ferreira, que atuou como número dois da pasta durante a gestão do então secretário Guilherme Derrite. Com a nomeação, o coronel passa a auxiliar diretamente o secretário Osvaldo Nico Gonçalves na administração da Segurança Pública paulista.

O novo secretário-executivo se transferiu para a reserva no último dia 30 de janeiro, após quase 40 anos de carreira militar. Desde 2022, ainda no governo Rodrigo Garcia, Henguel ocupava o cargo de secretário-chefe da Casa Militar e coordenador estadual da Defesa Civil.
Henguel foi um dos militares denunciados à Justiça no episódio conhecido como massacre da Castelinho, ação policial ocorrida em março de 2002 que resultou na morte de 12 homens apontados como integrantes do PCC. Em 2014, o Tribunal de Justiça de São Paulo julgou a ação penal improcedente e absolveu o coronel e os demais 52 acusados.
A escolha de Henguel para a secretaria-executiva da SSP foi pessoal do governador Tarcísio de Freitas e é interpretada como um movimento que encerra a influência direta de Guilherme Derrite na condução da pasta.
Henguel trabalhará ao lado do delegado Osvaldo Nico Gonçalves, que assumiu o comando da Segurança Pública em dezembro, após a saída de Derrite, que retornou à Câmara dos Deputados, em Brasília, para iniciar articulações visando a eleição de outubro.
Antes de se tornar secretário, Nico ocupava justamente a secretaria-executiva da SSP e foi alçado ao comando da pasta por decisão direta do governador.
Figura conhecida da Polícia Civil, Osvaldo Nico Gonçalves, de 68 anos, ingressou na corporação em 1979 como investigador. Foi delegado-geral da Polícia Civil a partir de 2022 e comandava o Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE) desde 2019.
De perfil midiático, Nico atuou em casos de grande repercussão nacional e internacional, como o sequestro da filha do apresentador Silvio Santos, em 2001; o caso de injúria racial envolvendo o jogador Grafite, em 2005; e a prisão do ex-assessor da família Bolsonaro, Fabrício Queiroz, em 2020.
Ao longo da carreira, também passou por unidades estratégicas como o DEIC, GARRA, GER e participou da fundação do Grupo de Operações Especiais (GOE). Nico ainda comandou a segurança de grandes eventos no país, como a visita do Papa ao Brasil, em 2007, e a Copa do Mundo de 2014.
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