Diário de São Paulo
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Apelo por prisão domiciliar

Tarcísio defende prisão domiciliar de Bolsonaro e cita “justiça”

Governador de São Paulo faz apelo público ao STF enquanto ex-presidente segue internado com quadro de pneumonia

Decisão sobre o pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro depende do STF, que ainda não se manifestou sobre o apelo de Tarcísio - Imagem: Reprodução/Alan Santos/Secom / arquivo
Decisão sobre o pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro depende do STF, que ainda não se manifestou sobre o apelo de Tarcísio - Imagem: Reprodução/Alan Santos/Secom / arquivo

Letícia Sales Publicado em 21/03/2026, às 15h56


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, fez neste sábado (21) um apelo público pela concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A manifestação foi publicada nas redes sociais em uma mensagem de aniversário direcionada ao ex-chefe do Executivo, que está internado em Brasília.

No texto, Tarcísio associou o pedido a razões humanitárias e jurídicas, destacando o estado de saúde de Bolsonaro. “Me somo a milhões de brasileiros que aguardam, com esperança, a sua volta para casa. Isso não é apenas um apelo humanitário por alguém que precisa de cuidados, mas, acima de tudo, uma questão de justiça”, escreveu.

A publicação ocorre em meio a articulações do governador junto a ministros do Supremo Tribunal Federal, nas quais ele tem defendido a concessão do benefício ao ex-presidente, alegando a necessidade de cuidados médicos mais adequados.

Bolsonaro está internado no hospital DF Star, em Brasília, com diagnóstico de broncopneumonia. De acordo com boletim médico, o quadro é de pneumonia bacteriana bilateral causada por broncoaspiração. Além disso, ele iniciou um tratamento odontológico após relatar dores no maxilar.

Na mesma mensagem, Tarcísio também desejou pronta recuperação ao ex-presidente, reforçando o tom de solidariedade diante do quadro clínico.

O pedido de prisão domiciliar, no entanto, depende de decisão do STF, responsável por autorizar eventuais mudanças no regime de cumprimento da pena. Até o momento, não houve manifestação oficial da Corte sobre o apelo feito pelo governador.


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