Senador, líder nas pesquisas estaduais, negocia filiação ao Partido Liberal com aval de Flávio Bolsonaro e busca consolidar candidatura em meio a resistências na federação União Progressista.

Ana Beatriz Publicado em 19/03/2026, às 07h42
O senador Sergio Moro avançou em sua candidatura ao governo do Paraná ao garantir o apoio do Partido Liberal (PL), em meio a desafios internos na federação União Progressista, onde enfrenta resistência no PP do Paraná.
A formalização do apoio ocorreu em reunião com líderes do PL, que busca fortalecer sua presença no estado e criar um palanque para a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro em 2026, enquanto Moro lidera as pesquisas de intenção de voto.
Embora a filiação de Moro ao PL ainda não tenha sido oficializada, a expectativa é que ele anuncie sua adesão em breve, o que poderá consolidar sua base partidária e potencializar sua campanha para as eleições de outubro.
O senador Sergio Moro deu um passo importante na corrida pelo governo do Paraná ao estreitar negociações com o Partido Liberal (PL) para disputar o cargo pelo partido da família Bolsonaro, após acertar o apoio oficial da legenda à sua candidatura nesta quarta‑feira (18). A movimentação ocorre em um momento de indefinição dentro da federação União Progressista (União Brasil‑PP), onde Moro enfrenta resistência interna, especialmente no PP do Paraná, que dificulta a viabilização de sua postulação pelo atual agrupamento.
A decisão de buscar apoio no PL foi formalizada em reunião na sede nacional do partido em Brasília, na qual estiveram presentes o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, o senador Flávio Bolsonaro e o coordenador da pré‑campanha, senador Rogério Marinho, além do deputado federal Filipe Barros, entre outros dirigentes. O encontro confirmou o apoio formal do PL à pré‑candidatura de Moro ao governo estadual, reforçando também a intenção do partido de consolidar um palanque competitivo no Paraná para a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro em 2026.
Ainda que a filiação de Moro ao PL não tenha sido oficialmente consumada, pois ele ainda avalia sua permanência na federação União Progressista, o apoio já selado pela sigla abre caminho para que o senador dispute a eleição com a estrutura e o tempo de televisão do partido, algo considerado crucial para sua campanha. Em entrevista após o encontro, Valdemar Costa Neto deixou claro que “as portas do partido estão abertas” para Moro caso o União Brasil ou o PP oficializem uma postura hostil à sua candidatura nas convenções partidárias que definirão os nomes para disputar o Executivo paranaense.
Moro vem liderando as pesquisas de intenção de voto para o governo do Paraná, com vantagem confortável à frente de possíveis adversários em levantamentos recentes, o que aumenta seu valor político como candidato competitivo e influente no contexto estadual. O senador, que já foi juiz federal e ministro da Justiça, tem buscado consolidar apoios e plataformas sólidas para viabilizar sua campanha em outubro.
A possibilidade de filiação ao PL também atende a um cálculo estratégico maior: assegurar um palanque robusto para a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro no Paraná, um dos maiores colégios eleitorais do país, especialmente após a recusa do governador Ratinho Junior (PSD) em compor como vice em chapa que favoreça o fluminense. A aproximação entre Moro e o PL surge num momento em que a executiva nacional da sigla busca expandir sua presença em estados estratégicos e fortalecer alianças regionais.
Entretanto, a articulação não está livre de desafios. Internamente, o PL e a cúpula da União Progressista precisarão ajustar interesses político‑partidários distintos: o grupo do senador Ricardo Barros (PP‑PR), por exemplo, já havia demonstrado resistência à candidatura de Moro dentro da federação, defendendo outros nomes e estratégias regionais.
A semana promete ser decisiva, com a expectativa de que Moro anuncie oficialmente sua filiação ao PL nas próximas horas, dependendo do avanço das conversas com líderes nacionais e estaduais. Caso confirme a mudança de sigla, o senador consolidará uma base partidária estável para ampliar sua campanha ao governo do Paraná e contribuir para a estratégia eleitoral do PL em 2026.
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