Projeto de lei eleva punições para crimes como lesão corporal, desacato e ameaça cometidos contra professores, médicos e enfermeiros no exercício da função

Letícia Sales Publicado em 16/07/2026, às 13h13
O plenário do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (15), um projeto de lei (PL 2.672/2025) que endurece significativamente as punições para crimes cometidos contra profissionais das áreas de educação e saúde durante o exercício de suas atividades. A proposta visa criar uma rede de proteção legal mais robusta para categorias expostas a constantes situações de vulnerabilidade no dia a dia de trabalho, como professores, educadores, médicos e enfermeiros.
A iniciativa, de autoria do ex-deputado federal Goulart, contou com o relatório favorável do senador Dr. Hiran (PP-RR). Em sua argumentação, o parlamentar destacou o cenário de hostilidade enfrentado cotidianamente por esses trabalhadores na ponta dos serviços públicos e privados.
“Os profissionais de saúde que trabalham nas UPAs [Unidades de Pronto Atendimento], assim como nossos professores, vêm sendo submetidos a muitos tipos de agressão. Muitas vezes esses profissionais são os anteparos de todo um sistema que é falho nessa atenção. Eles acabam recebendo todo o peso da agonia das pessoas”, afirmou o senador, ao defender a aprovação do texto.
O projeto altera o Código Penal para ampliar as sanções de diversos delitos quando as vítimas forem profissionais desses dois setores. Confira as principais mudanças previstas:
Como o texto original sofreu modificações durante a sua tramitação no Senado, a matéria não segue diretamente para a sanção presidencial. O projeto de lei precisará retornar à Câmara dos Deputados para uma nova rodada de votação antes de ser definitivamente enviado para a assinatura da Presidência da República.
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