Além do ex-chefe, outras três pessoas foram presas

Jessica Anjos Publicado em 07/02/2023, às 10h33
Nesta terça-feira (7), a Polícia Federal prendeu quatro pessoas durante uma operação que busca por suspeitos de omissão antes e no dia da invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes em Brasília no último dia 8 de janeiro.
O coronel Jorge Eduardo Naime Barreto, ex-chefe do Departamento Operacional da Polícia Militar do DF, faz parte do grupo de detidos hoje. Além dele, foram presos o tenente Rafael Pereira Martins, o capitão Josiel Pereira César, auxiliar de ordens no comando-geral da PM-DF, e o major Flávio Silvestre de Alencar, que apareceu em gravações abrindo o acesso aos invasores no STF (Supremo Tribunal Federal).
Segundo o UOL,os advogador de Barreto disseram em nota que o militar agiu conforme a lei no dia da invasão em Brasília e que ele realizou todas as prisões de acordo com as condições materiais com as quais contava no momento. "O avanço das investigações vai mostrar a inocência do coronel que há 30 anos presta serviços relevantes à população do DF", complementa o texto.
O site Metrópoles conseguiu acesso a documentos que confirmam que o coronel estava de folga dia 8 de janeiro. Barreto havia solicitado dispensa entre os dias 3 e 8 de janeiro.
Vale lembrar que o último dia de folga do ex-comandante caiu justamente com a data dos ataques à Praça dos Três Poderes praticados por bolsonaristas.
Os mandados das prisões realizadas nesta terça-feira foram expedidos pelo STF. O processo faz parte da 5ª fase da Operação Lesa Pátria, o principal objetivo da ação é identificar pessoas que participaram, financiaram e até incentivaram os atos golpistas em Brasília.
Nesta terça, de acordo com a Polícia Federal, foram cumpridos 3 mandados de prisão preventiva, 1 mandado de prisão preventiva e 6 mandados de busca e apreensão. Até agora, no total, já foram 16 mandados de prisão preventiva e 31 de busca e apreensão nesta ação que começou dia 20 de janeiro.
No Twitter, o ministro da Justiça, Flávio Dino, se pronunciou sobre as prisões de hoje. "Polícia Federal segue fazendo trabalho de investigação dos fatos ocorridos no dia 8 de janeiro. As apurações estão sendo entregues ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, para as providências cabíveis. O Estado de Direito tem o dever de se proteger contra seus 'homicidas'", escreveu.
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