Grupo Brasil-Israel emite nota de repúdio e acusa Planalto de se alinhar com “quem dissemina o terror”

Lívia Gennari Publicado em 14/06/2025, às 19h00 - Atualizado às 23h59
O grupo parlamentar Brasil-Israel, formado por senadores e deputados federais, divulgou neste sábado (14) uma nota pública de repúdio à posição adotada pelo governo brasileiro em relação ao recente confronto entre Irã e Israel. Segundo o documento, a atual administração teria adotado uma postura conivente com regimes que promovem o terror, em vez de defender valores democráticos.
“Causa indignação a postura do atual governo do Brasil, que, mais uma vez, escolhe se alinhar aos que disseminam o terror, em vez de se posicionar firmemente ao lado das nações livres e democráticas”, diz o texto, assinado pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente do grupo.
A nota também critica a condução diplomática brasileira diante da crise no Oriente Médio. Segundo os parlamentares, o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria dificultado as negociações para a retirada de brasileiros que se encontram em áreas de risco, especialmente em solo israelense. “A posição do governo brasileiro prejudica e atrasa as negociações para a retirada das comitivas brasileiras que se encontram em solo israelense”, afirmou Viana.
O parlamentar ainda responsabilizou o Irã pelo agravamento do conflito, classificando o país como um regime extremista e uma ameaça à paz global. “A escalada da violência promovida pelo regime iraniano é mais uma postura agressiva de um regime religioso extremista ditatorial que ameaça a estabilidade internacional e a segurança do Oriente Médio”, declarou.
Na visão do grupo, Israel está agindo para se defender e evitar que o Irã avance em seu programa nuclear. “Israel definiu claramente os alvos ao atingir bases militares e nucleares estratégicas do Irã. Com apoio internacional, as ações israelenses visam prevenir uma ameaça real e crescente: a possibilidade de o Irã desenvolver armamento nuclear em larga escala”, conclui o comunicado.
A forma como o governo conduzirá seu posicionamento nos próximos dias será determinante para o papel diplomático do Brasil no Oriente Médio e para o fortalecimento de alianças estratégicas com parceiros internacionais. Enquanto isso, a tensão segue aumentando, e a situação exige atenção redobrada para a proteção dos brasileiros que ainda permanecem nas áreas afetadas pela guerra.
Até a publicação desta reportagem, o governo federal não havia se manifestado oficialmente sobre as críticas feitas pelo grupo parlamentar Brasil-Israel.
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