Alexandre de Moraes, relator do caso, deverá pronunciar-se nos próximos dias acerca da possibilidade

William Oliveira Publicado em 03/10/2024, às 10h36
O Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a decidir sobre um tema que pode impactar diretamente o exercício do direito ao voto por parte de investigados no inquérito relativo aos eventos de 8 de janeiro.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, deverá pronunciar-se nos próximos dias acerca da possibilidade de réus e condenados, monitorados por tornozeleiras eletrônicas, participarem das eleições. A solicitação foi encaminhada pela Defensoria Pública da União (DPU), que atua em defesa dos envolvidos na investigação sobre os ataques às sedes dos Três Poderes.
A preocupação central dos investigados equipados com dispositivos eletrônicos é a de que o deslocamento necessário para votar possa ser interpretado como uma violação das condições de sua prisão preventiva, devido à distância ou ao horário da votação. Em resposta a essa situação, a DPU pede ao STF que autorize esses indivíduos a exercerem seu direito eleitoral sem infringir as medidas impostas.
No documento apresentado a Alexandre de Moraes, os defensores públicos Gustavo de Almeida Ribeiro e Gustavo Zortéa da Silva propõem ainda que o controle judicial seja facilitado através da apresentação do comprovante de votação no momento em que o acusado comparecer à Vara responsável pelo monitoramento das medidas cautelares.
"O exercício do voto é um direito e um dever, e os acusados que usam o equipamento eletrônico não estão excluídos desse direito", afirmam Zortéa e Almeida.
A abrangência do pedido contempla ambos os inquéritos relacionados ao 8 de janeiro, englobando desde os supostos mentores intelectuais até os executores diretos do ataque.
Em outra decisão anterior, o ministro Moraes já havia negado uma solicitação feita por um dos réus do mesmo inquérito. Em julho, ele recusou o pedido do ex-comandante das operações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Naime, para ser padrinho em um casamento fora do Distrito Federal. No momento, ele encontra-se em liberdade provisória, mas sob restrição de mobilidade.
Na ocasião, Moraes justificou sua decisão, argumentando que tal permissão poderia enfraquecer as medidas cautelares impostas, concedendo uma liberdade de movimento excessivamente ampla.
Leia também

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Polícia estoura canil clandestino na Zona Leste de SP e resgata mais de cem felinos de raça

Caso Palmeiras: Laudo do IML não aponta lesões corporais, mas Polícia Civil mantém investigação de suposto abuso infantil

Investigado por suposta falsificação de peças de luxo já foi denunciado pelo GAECO em caso de roubo de cargas

Cristiano Ronaldo se incomoda com pergunta sobre Messi e se recusa a responder

Justiça condena Nego Di a mais de 14 anos de prisão em novo caso

Cristiano Ronaldo faz história e Portugal atropela o Uzbequistão na Copa do Mundo

Infantino confirma presença de Trump na final da Copa de 2026 e diz que presidente dos EUA entregará taça ao campeão

Seleção do Irã pede paz entre nações em carta deixada no vestiário após jogo da Copa